
Coreia do Norte nega envolvimento em ataque hacker à Binance (Foto: Instagram)
A Coreia do Norte negou ter sido responsável pelo ataque hacker à Binance, que levou ao roubo de US$ 6,3 bilhões em criptomoedas. O FBI atribuiu o ciberataque ao governo norte-coreano e ao TraderTraitor, grupo hacker patrocinado pelo Estado.
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Em comunicado divulgado nesta 3ª feira (3.nov.2026) pela agência estatal KCNA, Kim Yo Jong, irmã do líder Kim Jong-un, afirmou que os Estados Unidos “recorreram, mais uma vez, a uma provocação” ao associar os norte-coreanos ao ataque.
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O ataque ocorreu na noite de 5ª feira (29.out). A Binance informou que uma investigação inicial apontou que a invasão pode ter começado com o laptop hackeado de um de seus engenheiros. O acesso ao equipamento teria permitido que um invasor entrasse em um sistema da corretora e realizasse saques não autorizados.
Em comunicado publicado na 6ª feira (30.out), a empresa afirmou ter identificado “pontos adicionais de violação”. No domingo (1º.nov), informou que havia retomado os saques de bitcoin, ether e algumas stablecoins.
A Binance declarou ter reposto US$ 6 bilhões dos ativos roubados, usando recursos próprios para comprar tokens de substituição. O valor restante corresponde a ativos menos líquidos, cuja aquisição nas quantidades necessárias pode levar mais tempo.
Kim Yo Jong disse que o FBI “tenta rotular” a Coreia do Norte como um “Estado cibercriminoso”, alegando ter informações de que um grupo hacker “apoiado” pelo país estaria envolvido no ataque à Binance. “Contudo, tal alegação dos EUA não passa de uma retórica absurda e nada original”, afirmou.
Segundo Kim, não é a primeira vez que os Estados Unidos tentam disseminar uma percepção equivocada sobre a Coreia do Norte, associando o país a incidentes como o da Binance. Ela classificou a acusação como uma tentativa de prejudicar a imagem internacional norte-coreana e de “minar sua dignidade e seu prestígio nacional”, além de representar uma grave violação da soberania do país nesse novo domínio.








