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Eleições de meio de mandato nos EUA: quando serão conhecidos os resultados finais?


Eleitores dos Estados Unidos votam nesta terça-feira para renovar as 435 cadeiras da Câmara e um terço do Senado. A definição do controle do Congresso pode levar horas ou dias. (Foto: Instagram)

Os americanos votam nesta terça-feira (3) para renovar todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e um terço do Senado. Embora a divulgação dos primeiros resultados comece à noite, a definição do controle do Congresso pode levar horas ou até dias, especialmente se as disputas nos estados decisivos forem apertadas.

As últimas urnas a abrir foram as do Alasca e do Havaí, às 13h e às 14h, respectivamente, no horário de Brasília. Na Costa Leste, alguns locais começam a fechar às 18h locais (20h em Brasília). Na Costa Oeste, seções da Califórnia, do Oregon e de Washington encerram a votação às 20h locais, ou 1h de quarta-feira em Brasília; os últimos pontos do país fecham uma ou duas horas depois. Uma tendência mais clara na Câmara pode surgir entre 23h e meia-noite na Costa Leste, correspondente à faixa entre 1h e 2h da manhã em Brasília.

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A disputa pelo Senado deve ser mais complexa. Os primeiros resultados decisivos são esperados em estados da Costa Leste, como Carolina do Norte, Ohio e Maine. Depois, a atenção se volta para Texas, Iowa e Kansas, no fuso horário Central. Michigan está dividido entre dois fusos, o que pode tornar a apuração mais gradual. Em 2022, foram necessários quatro dias para confirmar a maioria do Senado: os democratas só garantiram o controle da Casa em 12 de novembro, após uma contagem prolongada em estados-chave.

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Quase 250 milhões de americanos estão aptos a votar. A participação antecipada já era expressiva: segundo o Election Lab, da Universidade da Flórida, quase 58 milhões haviam votado antes do dia oficial, presencialmente, por correspondência ou em centros de votação antecipada. Os democratas tentam retomar a Câmara e também veem oportunidades no Senado, onde 35 das 100 cadeiras estão em disputa.

Com 47 senadores, os democratas buscam chegar à maioria de 51. Pesquisas indicam disputas acirradas em estados tradicionalmente conservadores, incluindo Maine, Alasca, Texas, Ohio e Kansas. Uma derrota republicana no Senado reduziria a capacidade de Donald Trump de aprovar indicações para a Suprema Corte e para altos cargos da administração federal. Também serão escolhidos governadores em 36 estados e renovados centenas de cargos nas assembleias legislativas estaduais.

O pleito é visto como um referendo sobre Trump, cuja aprovação caiu a 37,5%, o menor índice de seu segundo mandato. A média de pesquisas compilada pelo The New York Times indica que, desde março de 2025, a parcela dos que desaprovam sua gestão supera a dos que a apoiam. O presidente enfrenta descontentamento relacionado à guerra contra o Irã e aos efeitos sobre os preços dos combustíveis.

Nesta terça-feira, Trump defendeu seu governo em entrevista por telefone à Fox News, destacando as políticas migratória e tarifária, a inflação e a condução da guerra. No programa Fox & Friends, declarou: “Temos que manter a grandeza dos Estados Unidos. Agora somos grandes. Há dois anos éramos terríveis”. Após quase um mês de campanha pelo país, em uma disputa com gastos superiores a US$ 11 bilhões, ele voltou a pedir que seus apoiadores votassem e classificou o pleito como “as eleições mais importantes das nossas vidas”.

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