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Exército do Lula inspira França, Espanha e Argentina e dobra em 2 dias


Estratégia digital criada por André Janones para mobilizar apoiadores de Lula inspira movimentos na França, na Espanha e na Argentina. (Foto: Instagram)

A estratégia digital do Exército do Lula, criada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e associada à reeleição do presidente Lula, passou a inspirar movimentos na França, na Espanha e na Argentina. A repercussão envolve também os canais L’équipe de Mélenchon officielle, La Fuerza de la Gente e Ejército del Peronismo, além de Jean-Luc Mélenchon, Antoine Léaument, Pedro Sánchez, Javier Milei, Claudia Sheinbaum, Flávio Bolsonaro, CNN, CNN Brasil, Metrópoles, Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), França Insubmissa, Congresso Nacional, Câmara e Senado.
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Os canais estrangeiros inspirados no modelo brasileiro mais que dobraram de tamanho em dois dias: passaram de 123 mil para 249 mil seguidores, uma alta de 102,44%. Durante a campanha eleitoral, o Exército do Lula ultrapassou 10 milhões de seguidores no WhatsApp. A iniciativa reúne apoiadores, distribui tarefas diárias e busca ampliar o alcance de publicações nas redes sociais, como parte da mobilização de candidaturas progressistas e do enfrentamento à extrema-direita.

Até esta sexta-feira (30), os três canais de fora do Brasil somavam aproximadamente 269 mil seguidores. O maior era o da França, com 161 mil participantes; o da Argentina reunia 65 mil, e o da Espanha, 43 mil. Na França, L’équipe de Mélenchon officielle foi criado em apoio a Jean-Luc Mélenchon nas eleições presidenciais de 2027. Em dois dias, o canal passou de 57 mil para 147 mil seguidores, quase 158% de crescimento; na contagem mais recente da CNN, já havia superado 160 mil.

Jean-Luc Mélenchon fundou o partido França Insubmissa e é um dos principais nomes da esquerda francesa. O deputado Antoine Léaument, responsável pela comunicação do movimento, explicou que a estratégia brasileira também está sendo adotada na França. “Essa técnica de mobilização é excelente. Nós também a estamos colocando em prática na França”, afirmou, segundo tradução publicada pela CNN Brasil.

Na Espanha, La Fuerza de la Gente, canal criado em apoio ao primeiro-ministro Pedro Sánchez, cresceu de 25 mil para 42 mil seguidores em dois dias, avanço de 68%. O movimento busca fortalecer o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) para as eleições gerais marcadas para 29 de novembro. Na Argentina, o Ejército del Peronismo, formado por apoiadores do movimento político de oposição ao presidente Javier Milei, passou de 41 mil para 60 mil integrantes no mesmo período. Criado em 25 de outubro, data da reeleição de Lula, o canal cita o Exército do Lula como inspiração e pretende organizar militantes para a eleição presidencial argentina de 2027.

Nos três países, as orientações aos participantes incluem compartilhar conteúdo, convidar novos seguidores e aumentar a repercussão das mensagens políticas, em linha com a atuação do movimento brasileiro, que contribuiu para a virada histórica de Lula no segundo turno das eleições. A projeção internacional também levou Pedro Sánchez a convidar André Janones para colaborar com a estratégia digital da campanha eleitoral espanhola. Conforme o Metrópoles, o contato foi intermediado e uma conversa deverá tratar da participação de Janones e dos detalhes da viagem; ainda não há confirmação de que ele tenha aceitado.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, também convidou André Janones para uma visita de trabalho ao país, com o objetivo de conversar sobre ações conjuntas para fortalecer movimentos de esquerda. O convite foi transmitido por um representante da diplomacia mexicana, mas a viagem ainda não tem data definida. Criado na campanha eleitoral brasileira, o Exército do Lula se tornou uma ferramenta de mobilização digital de apoiadores do presidente e orientou seguidores a compartilhar vídeos e comentar publicações, chamar novos participantes e divulgar ações.

O canal comandado por André Janones também orientou seguidores a não ver, comentar ou compartilhar publicações da extrema-direita de Flávio Bolsonaro, que, após a derrota, fugiu para os Estados Unidos. A experiência chamou atenção pelo modo como buscou influenciar o algoritmo das redes sociais, de big techs estrangeiras, para distribuir conteúdo favorável a Lula. Com a eleição brasileira encerrada, o modelo começa a ser adaptado para outros movimentos no país. Integrantes do governo Lula defendem manter o canal ativo para mobilizar apoiadores em torno de propostas em discussão no Congresso Nacional, onde a direita tem maioria tanto na Câmara como no Senado. Ainda não foi informado como a participação dos seguidores poderá influenciar os votos dos parlamentares sobre propostas do governo.

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