Halloween: enfermeiras fantasiam bebês internados na UTI para alegrar os pais; fotos fofas

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Bebês internados na UTI neonatal do Riley Children’s Health ganharam fantasias inspiradas no livro “A Lagarta Muito Comilona” para celebrar o Halloween. (Foto: Instagram)

Enfermeiras do Riley Children’s Health fantasiaram bebês internados na UTI neonatal de um hospital em Indiana, nos Estados Unidos, para comemorar o Halloween neste sábado (31). A ação buscou levar alegria aos pais em um período delicado. Os pequenos foram vestidos como morangos, fatias de melancia, sorvetes e até picles; entre eles estavam Stetson Swift, Luca Caldwell e Monte Guinn.

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As fantasias foram organizadas pelos profissionais da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) do IU Health North. A equipe se inspirou no livro infantil The Very Hungry Caterpillar (A Lagarta Muito Comilona), do escritor e ilustrador Eric Carle. Na história, uma lagarta come diferentes alimentos antes de se transformar em borboleta. O hospital divulgou as imagens na quinta-feira (29), mostrando seis bebês com roupas coloridas. A comemoração foi preparada para que as famílias pudessem celebrar o primeiro Halloween dos filhos mesmo durante a internação.

Os profissionais se voluntariaram para confeccionar ou levar as roupas, e cada bebê recebeu um personagem inspirado nos alimentos do livro. Stetson Swift apareceu vestido de picles, Luca Caldwell usou uma fantasia de fatia de melancia e Monte Guinn virou uma casquinha de sorvete. As irmãs Jiana Pepanio e Juliana Pepanio foram vestidas de ameixa e torta de cereja, respectivamente, enquanto John Cooper ganhou uma fantasia de morango.

Ashley Brunic, gerente de operações clínicas da UTI neonatal, disse que a iniciativa pretendia criar momentos alegres para os pais apesar das dificuldades da hospitalização. “Tenho muito orgulho de fazer parte de uma equipe tão incrível, que faz tanto pelos nossos pequenos pacientes e pelas famílias”, afirmou, em tradução livre. Brunic também observou que nenhuma família planeja ter um recém-nascido internado em uma unidade de terapia intensiva e que os profissionais procuram criar ocasiões especiais durante a permanência no hospital.

A ideia também foi adotada em outros locais. Em Grand Rapids, no estado de Michigan, enfermeiras do Trinity Health prepararam fantasias para os recém-nascidos internados. Os bebês foram vestidos de Barbie, Princesa Peach, gnomo de jardim e dragão. Feitas de feltro leve, as roupas foram adaptadas para não atrapalhar os aparelhos médicos nem as incubadoras. As famílias ganharam as fantasias e fotografias impressas como recordação. A UTI neonatal do Trinity Health tem 15 leitos e atende de 200 a 300 recém-nascidos por ano, entre eles prematuros e crianças que necessitam de cuidados intensivos.

No Dayton Children’s Hospital, em Ohio, a equipe também celebrou a data: as unidades neonatais foram transformadas em um circo, com fantasias de leão, pipoca, algodão-doce e apresentador de espetáculo. O Halloween, ou Dia das Bruxas, é comemorado em 31 de outubro, sobretudo nos Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido. A data é associada a fantasias, abóboras iluminadas e crianças que vão de porta em porta pedir doces.

A comemoração tem origem no festival celta de Samhain, realizado há mais de 2 mil anos em regiões que hoje correspondem à Irlanda e a outras partes das Ilhas Britânicas. A festividade marcava o fim das colheitas e a chegada do inverno; os celtas acreditavam que, nesse período, a fronteira entre o mundo dos vivos e o dos mortos ficava mais tênue. Com a expansão do cristianismo, costumes antigos se combinaram a celebrações religiosas. Halloween deriva de All Hallows’ Eve, expressão inglesa para Véspera do Dia de Todos os Santos, celebrado em 1º de novembro. A forma moderna da festa se desenvolveu principalmente nos Estados Unidos, após a chegada de imigrantes irlandeses e escoceses no século XIX. No século XX, fantasias, abóboras e o costume de pedir doces se popularizaram, especialmente entre as crianças. Não há um ano exato para a criação do Halloween: a festa atual se formou pela transformação de tradições ao longo dos séculos. A origem celta, de aproximadamente 2 mil anos, é reconhecida pelo governo da Irlanda e pelo Museu Nacional irlandês.