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IBGE: desemprego cai para 5,2% no Brasil, menor nível da série, e ocupação bate recorde


Desemprego fica em 5,2% no terceiro trimestre de 2026, enquanto a população ocupada atinge recorde. (Foto: Instagram)

A taxa de desemprego no Brasil chegou a 5,2% no terceiro trimestre de 2026, conforme dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (30). A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) também apontou que havia 103,6 milhões de pessoas ocupadas no país, maior contingente registrado desde o início da pesquisa, em 2012. A Agência Brasil informou os dados.

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O levantamento acompanha a situação do mercado de trabalho brasileiro. A taxa de 5,2% é apresentada como a menor da série histórica, iniciada em 2012, há 14 anos, e representa um marco na redução do desemprego. O resultado, no entanto, deve ser lido junto à ressalva do IBGE sobre uma taxa menor registrada anteriormente: 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025.

A construção civil contribuiu para o avanço da ocupação. No trimestre, o número de trabalhadores do setor aumentou 2,8% e chegou a aproximadamente 7,8 milhões. Isso corresponde a 210 mil pessoas a mais na atividade em comparação com o trimestre anterior. Os dados da PNAD Contínua permitem observar esse movimento ao lado dos indicadores gerais de emprego.

O total de 103,6 milhões de pessoas ocupadas é o maior já registrado pelo IBGE desde 2012. A contagem abrange trabalhadores com carteira assinada e sem carteira, servidores públicos, empregadores e pessoas que trabalham por conta própria. Assim, o indicador reúne diferentes formas de inserção no trabalho e não se limita a quem tem vínculo formal.

O aumento da população ocupada indica que mais brasileiros estavam exercendo alguma atividade remunerada. Esse crescimento, por si só, não significa que todas essas pessoas tenham emprego formal ou direitos trabalhistas garantidos. Já a taxa de desemprego considera quem não estava trabalhando, procurou emprego e estava disponível para começar. Quem está fora do mercado de trabalho e não procura uma vaga não entra no cálculo.

O IBGE também informou que o rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.790. O valor permaneceu estável no trimestre, mas aumentou 3,6% no ano, o equivalente a mais R$ 131. A massa de rendimento real habitual alcançou R$ 387,5 bilhões, maior valor da série: avançou 1,5% no trimestre, ou R$ 5,6 bilhões, e 4,7% no ano, ou R$ 17,5 bilhões. A Agência Brasil divulgou essas informações com base nos dados do instituto.

A PNAD Contínua começou em 2012 e permite acompanhar a evolução do desemprego no Brasil ao longo de diferentes governos e períodos econômicos. Por isso, embora a taxa de 5,2% tenha sido descrita como a menor da série, o próprio histórico mencionado pelo IBGE inclui o índice de 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025. Portanto, 5,2% não é o menor resultado absoluto já registrado.

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