
Justiça da Paraíba mantém presos Hytalo Santos e Israel Vicente após negar recurso da defesa. (Foto: Instagram)
A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) negou, nesta terça-feira (03), o recurso apresentado pela defesa do influenciador Hytalo Santos e de seu marido, Israel Vicente. O pedido buscava revogar a prisão preventiva dos dois, que permanecem detidos.
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Com a decisão, Hytalo e Israel continuam no Presídio Desembargador Flóscolo da Nóbrega, conhecido como Presídio do Róger, em João Pessoa. O julgamento foi realizado em formato semipresencial e analisou a contestação da prisão preventiva determinada no processo.
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Os dois foram condenados em fevereiro de 2026 por crimes relacionados à produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes. A defesa recorreu da decisão que os mantém presos, mas não conseguiu a revogação da medida cautelar. A condenação foi proferida em primeira instância.
As suspeitas contra Hytalo já eram investigadas pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) antes de o caso ganhar repercussão nacional. Em 17 de dezembro de 2024, o órgão confirmou que apurava denúncias sobre uma possível situação de exploração de crianças e adolescentes em publicações nas redes sociais.
Natural de Cajazeiras, no sertão paraibano, Hytalo tinha, naquele período, cerca de 16,9 milhões de seguidores em um de seus perfis. Segundo o Ministério Público, a investigação buscava verificar as circunstâncias da participação de menores de idade nos conteúdos produzidos pelo influenciador.
Quando as denúncias vieram a público, Hytalo respondeu por meio de vídeos publicados em suas redes sociais. Ele apresentou sua versão sobre a convivência com adolescentes que frequentavam sua residência, a quem chamava de “crias”. Também disse que sua equipe jurídica acompanhava o caso e que denúncias anteriores costumavam ser esclarecidas em pouco tempo.
A sentença de fevereiro de 2026 condenou Hytalo a 11 anos e quatro meses de prisão e Israel a oito anos, dez meses e 20 dias. As penas foram estabelecidas em regime inicial fechado, com base em crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A decisão foi assinada pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da comarca de Bayeux, na região metropolitana de João Pessoa. Depois da condenação, os dois permaneceram custodiados no Presídio do Róger, na capital paraibana.








