
Gilberto Kassab afirma que a aproximação do PSD com o governo Lula dependerá da agenda econômica e da escolha do ministro da Fazenda. (Foto: Instagram)
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta terça-feira, 3, que a proximidade do partido com o quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dependerá da afinidade com a agenda programática do governo. Em entrevista à CNN Brasil, ele apontou que a escolha do ministro da Fazenda será um dos fatores que vão definir a relação entre a legenda e a gestão petista.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
Kassab declarou que o governo de Lula apresentará suas diretrizes econômicas ao definir quem conduzirá a área. Segundo ele, a clareza sobre as principais políticas públicas nesse campo poderá aproximar ou afastar o presidente do centro político e, consequentemente, influenciar o grau de proximidade com o PSD.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
O dirigente defendeu que o presidente escolha para a equipe econômica pessoas que compreendam a importância dos programas sociais, prioridade de governos petistas. Ao mesmo tempo, afirmou que as políticas não devem se concentrar no aumento de impostos nem deixar de considerar o equilíbrio fiscal.
Kassab também negou que o PSD condicione sua adesão ao governo à obtenção de cargos. De acordo com ele, uma eventual aliança deve se basear em propostas. Entre os temas que poderiam aproximar o partido do Executivo, citou a economia, a adoção do voto distrital misto para cargos do Legislativo e uma reforma do Judiciário.
Sobre a reforma, mencionou a definição de idade mínima e de tempo de mandato para magistrados. Também apontou a possibilidade de estabelecer uma quarentena para que juízes possam advogar ou disputar eleições depois de deixar seus cargos.
Apesar de afirmar que a aproximação dependerá das diretrizes do governo, Kassab disse que o PSD veria com satisfação a permanência de Alexandre Silveira no Ministério de Minas e Energia. O ministro é secretário-geral e fundador do partido. Kassab o descreveu como qualificado e experiente, destacou o trabalho que realiza e afirmou que sua permanência na pasta seria bem recebida pela legenda e acrescentaria à relação com o governo Lula.








