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Merz promete ampliar apoio à Ucrânia em encontro com Zelenski


Merz anuncia mais 200 milhões de euros em ajuda emergencial à Ucrânia (Foto: Instagram)

O chanceler alemão Friedrich Merz reafirmou nesta terça-feira (03/11), em Berlim, o compromisso de apoiar a Ucrânia durante reunião com o presidente Volodimir Zelenski. Recebido com honras militares na Chancelaria e sob fortes medidas de segurança, Zelenski participou de conversas reservadas. “Continuaremos a ajudar até que esta guerra termine”, declarou Merz, anunciando mais 200 milhões de euros (cerca de R$ 1,26 bilhão) em ajuda emergencial para o inverno.

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Merz apontou como prioridades para os próximos meses o reforço da defesa aérea ucraniana e a manutenção do fornecimento de energia durante o inverno. A infraestrutura energética do país é frequentemente atingida por ataques russos, que causam interrupções no fornecimento de eletricidade e aquecimento. Zelenski alertou que a Ucrânia enfrenta uma grave falta de sistemas de defesa e precisa urgentemente de mais mísseis interceptadores Patriot para responder aos ataques russos com mísseis balísticos.

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Os Patriot são fabricados pela empresa americana Lockheed Martin e estão escassos no mercado internacional. Aliados da Ucrânia já reduziram seus próprios estoques para abastecer as forças ucranianas. Embora os Estados Unidos tenham aprovado a venda de 500 mísseis ao país, financiada por Alemanha, Canadá e Noruega, as entregas são esperadas apenas para os próximos anos. Zelenski, por isso, defende medidas mais rápidas. Merz não detalhou novos envios de armas e disse que o tema será tratado pela “Coalizão dos Dispostos”, em reunião marcada para 19 de novembro, em Berlim. O encontro deverá reunir muitos líderes e terá como foco ampliar a ajuda militar. Merz afirmou que a Alemanha é o maior apoiador europeu de Kiev, mas que o esforço não deve depender de um só país.

Na próxima semana, a coalizão realizará seu primeiro exercício militar, principalmente em território polonês, para simular a manutenção da paz após o fim do conflito. A Alemanha contribuirá com uma aeronave de transporte e um pequeno contingente de militares de estado-maior. O presidente russo, Vladimir Putin, já declarou que tropas ocidentais enviadas à Ucrânia serão consideradas “alvos legítimos” pela Rússia.

Uma nova rodada de conversas técnicas está prevista para terça e quarta-feira da próxima semana, em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos. Segundo o enviado especial americano Steve Witkoff, representantes da Ucrânia, da Rússia e dos Estados Unidos discutirão garantias de segurança para o período pós-guerra, desescalada, medidas humanitárias e possíveis caminhos para a paz. As tentativas diplomáticas anteriores não produziram resultados.

Zelenski reiterou que a Ucrânia está disposta a negociar, mas condicionou um acordo a garantias de segurança e defendeu que os países europeus participem das conversas. “Não pode haver uma paz estável se a Europa não estiver à mesa de negociações”, afirmou. Ele também disse não ver utilidade em uma conversa telefônica com Putin e defendeu um encontro direto para iniciar um cessar-fogo. Merz declarou não ver sinais de que Moscou esteja pronta para negociações efetivas e pediu que a Rússia trate seriamente de uma trégua e de um acordo de paz.

Nesta segunda-feira, um ataque russo atingiu uma fila de distribuição de ajuda humanitária, levando as Nações Unidas a apontar uma possível violação do direito internacional. A possibilidade de os Estados Unidos apoiarem algumas exigências russas também é vista como um fator que poderia enfraquecer Kiev nas negociações. Na Alemanha, setores críticos questionam os bilhões de euros destinados à Ucrânia. Merz afirmou que o apoio também corresponde aos interesses estratégicos alemães.

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