
Professoras ajudam a salvar adolescente após crise convulsiva em escola no Paraná (Foto: Instagram)
Em Ibaiti, no Paraná, a professora Franciane Pereira Jacomini ajudou a salvar Luis Henrique Francisco de Almeida, de 15 anos, após uma crise convulsiva e uma parada respiratória durante o intervalo escolar. Com o apoio da professora Silmara, Franciane fez manobras de reanimação até o adolescente voltar a respirar. A mãe dele, Isabela Cristina Garcia Francisco, agradeceu às educadoras. O caso foi noticiado pela Folha Extra e envolveu a espera pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
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A emergência aconteceu na quarta-feira (21). Luis Henrique comia uma bolacha quando começou a convulsionar. Segundo Isabela, parte do alimento foi aspirada e obstruiu as vias respiratórias. Franciane ouviu uma pedagoga avisar que um aluno estava convulsionando, correu para ajudar e encontrou o estudante sem responder e sem respirar. Ela iniciou as compressões torácicas e continuou tentando reanimá-lo por alguns minutos, enquanto Silmara se juntou a ela. As duas permaneceram ao lado do adolescente até a chegada do socorro especializado.
Franciane contou à Folha Extra que percebeu a gravidade quando virou a cabeça de Luis Henrique e viu que ele não reagia nem respirava. Como a massagem cardíaca exigia muita força, ela começou a ficar cansada. Silmara colocou a mão sobre a dela e a incentivou a continuar, dizendo: “Não desiste, Fran”. As duas seguiram com as manobras durante alguns minutos. Enquanto tentava ajudar o aluno, Franciane também rezou e pediu ajuda a Deus e a Nossa Senhora.
O adolescente apresentou sinais de recuperação antes da chegada do Samu. Depois, recebeu atendimento médico e foi liberado para voltar para casa. Franciane dividiu o reconhecimento com Silmara e afirmou que as duas foram instrumentos nas mãos de Deus, por estarem no local e no momento da emergência. Isabela também destacou a atuação das professoras: disse que a crise foi uma das mais graves que Luis Henrique já enfrentou e que ele teve uma parada respiratória. A mãe estava em casa quando recebeu a notícia e saiu imediatamente para acompanhar o filho.
Isabela relatou que Luis Henrique tem epilepsia, transtorno do espectro autista (TEA), nível 1 de suporte, e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). Ele toma medicamentos, mas ainda apresenta crises convulsivas. A mãe também contou que, desde o início do ano, o adolescente está sem algumas terapias de que precisa, pois a família não consegue pagar pelo atendimento particular. Mesmo diante dessas dificuldades, Isabela agradeceu às educadoras e se emocionou por poder ter o filho em casa. “Graças a Deus, hoje tenho meu filho em casa. Posso dar boa noite, posso dar bom dia e dizer o quanto eu o amo”, declarou.
Na terça-feira (27), seis dias após o susto, Luis Henrique completou 16 anos ao lado da família. O aniversário ganhou um significado especial depois do medo de perdê-lo e se tornou uma ocasião para celebrar sua recuperação e agradecer a quem participou do atendimento. Para Isabela, a iniciativa de Franciane e Silmara fez diferença. As professoras, por sua vez, puderam acompanhar o retorno do estudante para casa e a comemoração de mais um ano de vida junto das pessoas que o amam.
