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3M pagará US$ 7,35 bilhões para encerrar ações relacionadas a PFAS


3M pagará US$ 7,35 bilhões para encerrar ações ligadas a danos à saúde atribuídos aos PFAS. (Foto: Instagram)

A 3M desembolsará US$ 7,35 bilhões, equivalentes a R$ 40,28 bilhões, para encerrar processos sobre danos à saúde atribuídos a substâncias conhecidas como PFAS, ou “químicos eternos”. O anúncio foi feito nesta terça-feira (3).

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O acordo cobre cerca de 99% das ações reunidas em um processo apresentado a um tribunal da Carolina do Sul, que conta com mais de 100 mil autores. As ações estão relacionadas a espumas de combate a incêndios fabricadas pela companhia.

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Os PFAS ganharam o apelido de “químicos eternos” porque permanecem no ambiente mesmo após serem utilizados. As substâncias foram associadas a doenças graves, incluindo câncer.

Os pagamentos serão distribuídos ao longo de nove anos. A primeira parcela será de US$ 50 milhões, o equivalente a R$ 273,9 milhões, em 2026. Não haverá pagamento no ano seguinte, e 20% do valor total ficará concentrado nos dois últimos anos do acordo.

William Brown, presidente do conselho e diretor-presidente da 3M, afirmou em comunicado que o acerto representa um marco para a companhia e reduz substancialmente as incertezas ligadas aos processos judiciais. O novo acordo sucede outro aprovado por um tribunal americano em 2024, que pode alcançar US$ 12,5 bilhões, ou R$ 68,5 bilhões. Esse montante será destinado a empresas públicas de abastecimento de água para financiar ações de descontaminação e monitoramento de PFAS.

A empresa também informou que deixou de fabricar PFAS até o fim de 2025, meta que afirma ter cumprido, e que investe em tecnologias de tratamento para áreas onde produziu essas substâncias. A 3M declarou que o novo acordo não representa admissão de responsabilidade e que está preparada para se defender na Justiça se algumas das condições previstas não forem cumpridas.

A companhia também enfrenta ações relacionadas à poluição por PFAS em outros países. Em maio, a Austrália anunciou um processo de US$ 1,43 bilhão, equivalente a R$ 7,84 bilhões, por contaminação de bases militares associada ao uso das espumas. Na Bélgica, autores de uma ação pedem cerca de US$ 35 milhões, ou R$ 191,8 milhões, por uma contaminação que atribuem a uma fábrica da 3M em Zwijndrecht.

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