
Albino Santos de Lima foi condenado a 27 anos de prisão pela morte de José Cícero Bernardo da Silva, em Maceió. (Foto: Instagram)
Albino Santos de Lima recebeu mais uma condenação pelo Tribunal do Júri, desta vez pela morte de José Cícero Bernardo da Silva, de 51 anos. Com a decisão desta quarta-feira, o total das penas impostas ao réu chegou a 321 anos, dois meses e 13 dias de prisão.
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Conhecido como o “serial killer de Maceió”, Albino foi sentenciado a 27 anos de prisão pelo assassinato de José Cícero. A vítima foi morta a tiros em dezembro de 2019, no bairro Chã da Jaqueira, em Maceió.
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Antes deste julgamento, Albino já cumpria mais de 294 anos de reclusão, resultado de outras condenações impostas pela Justiça. Nesta sessão, o Conselho de Sentença reconheceu a qualificadora do homicídio por considerar que a defesa da vítima foi dificultada. Na definição da pena, o juiz Geraldo Amorim também avaliou cinco circunstâncias desfavoráveis ao réu, incluindo seus antecedentes criminais, sua conduta social e as consequências do delito.
O magistrado levou em conta ainda o impacto do crime sobre pessoas próximas de José Cícero. Durante o júri, Albino negou novamente ter cometido o assassinato, apesar de ter admitido o crime à polícia na fase de investigação.
Pela segunda vez, o réu também não mencionou o Arcanjo Miguel, entidade religiosa que costumava citar em julgamentos anteriores para justificar os homicídios. O mesmo silêncio havia sido observado na sessão de 22 de outubro.
José Cícero foi morto por volta das 18h de 8 de dezembro de 2019, em Chã da Jaqueira. Testemunhas da execução apontaram Albino como autor dos disparos, e a acusação apresentou provas periciais. Exames balísticos da Polícia Científica de Alagoas concluíram que os projéteis retirados do corpo da vítima foram disparados pelo mesmo revólver calibre .38 usado no assassinato de Genilda Maria da Conceição, de 71 anos. Ela foi morta enquanto acompanhava o neto a caminho da escola, também em Chã da Jaqueira.
Pela morte de Genilda, Albino já havia sido condenado a 22 anos, cinco meses e 15 dias de prisão. O julgamento desta quarta-feira foi o 11º relacionado aos assassinatos atribuídos ao réu; outros sete ainda devem ocorrer.
