
Moraes determina bloqueio de mansão em Angra dos Reis disputada por Richarlison e Willer Tomaz. (Foto: Instagram)
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou o bloqueio de uma mansão situada em uma ilha de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. O imóvel é alvo de uma disputa entre o advogado Willer Tomaz e o jogador Richarlison. A medida foi tomada no âmbito do inquérito que investiga Tomaz, suspeito de lavagem de dinheiro relacionada a apostas esportivas online.
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O bloqueio foi registrado na Central de Indisponibilidade de Bens (CNIB) em 26 de outubro. Com a decisão, os bens da WT Administração de Imóveis e Bens, empresa pertencente a Willer Tomaz, ficaram indisponíveis. Documentos indicam que a companhia é proprietária da mansão, mas Richarlison contesta essa titularidade e afirma ser o verdadeiro dono da casa.
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A investigação sobre Tomaz inclui movimentações bancárias que apontam que R$ 5 bilhões passaram por uma única casa de apostas em 2025. Poucos dias antes do segundo turno das eleições, Moraes também determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial do advogado, além do cancelamento de seu passaporte.
A propriedade fica na Ilha Comprida, em Angra dos Reis. Richarlison diz ter investido cerca de R$ 10 milhões na mansão e acusa o senador Flávio Bolsonaro (PL) e Willer Tomaz de terem assumido a posse do imóvel sem pagar a quantia que ele afirma ter aplicado no local.
De acordo com relato anterior do jogador, a compra aconteceu durante a pandemia de covid-19, em uma parceria com Alencar da Silveira Júnior e Renato Velasco, ex-empresário do atacante. Em 2020, a mansão foi adquirida pela Sport 70 Intermediação de Negócios Ltda., empresa ligada a Velasco.
Dois anos depois, em 2022, uma decisão judicial transferiu a posse do imóvel para a WT Administração de Imóveis e Bens S/A, ligada a Willer Tomaz. O conflito também inclui reivindicações de representantes dos espólios de antigos proprietários e questionamentos sobre a documentação da área.
