
Aos 16 anos, Arthur Alencar Spuri conquistou três medalhas internacionais em 2026. (Foto: Instagram)
Aos 16 anos, Arthur Alencar Spuri, estudante do segundo ano do Ensino Médio no Colégio Farias Brito, em Fortaleza, conquistou três medalhas internacionais em 2026: ouro em Economia, na China, e prata em Física, na Colômbia, e Astronomia, no Vietnã. A prata mais recente veio na 19ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica, em Hanói. Na trajetória também aparecem o Observatório Nacional, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; o jornal O Povo; o pai, Osvaldo Spuri; e o objetivo de ingressar no Massachusetts Institute of Technology (MIT). Na competição de Astronomia, o ouro brasileiro foi de Eyke Cardoso de Souza Torres; as medalhas de bronze ficaram com Biatriz Soares Silva, Jailson Henrique Godeiro Neto e Isaac Victor de Araújo Santos.
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A conquista em Hanói foi confirmada pelo Observatório Nacional em 7 de outubro. A competição ocorreu de 25 de setembro a 5 de outubro e reuniu jovens de dezenas de países. Os participantes resolveram questões teóricas e práticas relacionadas à observação de astros, a cálculos astronômicos e a fenômenos do universo. Entre as atividades estavam observar Saturno, estudar o aglomerado estelar Messier 29 e determinar a massa de um buraco negro. O Brasil terminou a edição com cinco medalhas: uma de ouro, uma de prata e três de bronze. Quatro dos cinco representantes brasileiros estudam em Fortaleza.
Arthur Alencar Spuri já havia conquistado, em julho, a prata na Olimpíada Internacional de Física, na Colômbia, e o ouro na Olimpíada Internacional de Economia, realizada em Shenzhen, na China. Na disputa de Economia, que teve mais de 260 estudantes de países como Estados Unidos, Japão, Suíça e Singapura, ele marcou 199,469 pontos, a maior pontuação registrada na história do torneio. O estudante foi campeão geral, título conhecido como Overall Winner, e se tornou o primeiro sul-americano a liderar a classificação. Também fez parte da equipe brasileira vencedora do Business Case, etapa em que os competidores apresentam soluções para problemas econômicos e empresariais.
“Fico muito feliz de agora ter chegado a minha vez e, ainda mais, de conseguir trazer esse resultado e esse orgulho para o meu país, para o meu Estado e para a minha escola”, disse Arthur após a competição. Em entrevista ao jornal O Povo, em agosto, ele contou que costuma acordar por volta das 5h30 e dedica cerca de cinco horas por dia à preparação. Em vez de passar o dia decorando conteúdos, prefere resolver provas antigas, examinar os erros e pesquisar os assuntos que ainda não domina. “Meu método principal não é ler livros ou assistir a aulas. Eu pego uma prova antiga, resolvo e analiso rigorosamente o que errei ou não sabia”, explicou.
A preparação de Arthur começou em 2018, quando ele estava no terceiro ano do Ensino Fundamental e passou a participar de olimpíadas científicas. Nascido em São Paulo e aluno do Colégio Farias Brito, em Fortaleza, ele também gosta de Matemática, Química, Português e outras disciplinas. Na avaliação do estudante, o contato com diferentes áreas contribui para desenvolver o raciocínio lógico e encontrar respostas para questões complexas. “Acredito que o desenvolvimento científico é impulsionado por pessoas que conseguem conectar diferentes áreas do conhecimento”, afirmou ao jornal O Povo.
Fora dos estudos, Arthur reserva tempo para atividades comuns à sua idade: nos fins de semana, gosta de jogar videogame, assistir a séries e ir à praia com a família. O incentivo dos pais também foi importante em sua trajetória. Seu pai, Osvaldo Spuri, trabalha no mercado financeiro e acompanhou o desenvolvimento do filho nas competições acadêmicas. Depois das três medalhas internacionais conquistadas em 2026, o estudante mantém como um de seus principais objetivos estudar no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos.
Ainda no segundo ano do Ensino Médio, Arthur pretende seguir uma carreira que lhe permita usar conhecimentos de diferentes campos, especialmente Economia e Ciências Exatas. A medalha de ouro na China, as pratas na Colômbia e no Vietnã e a maior nota histórica na Olimpíada Internacional de Economia marcam os resultados que alcançou neste ano. Sua participação na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica também integrou a campanha brasileira de cinco medalhas, na edição realizada em Hanói.
