
Brasil aguarda proposta comercial dos EUA para iniciar nova etapa de negociação. (Foto: Instagram)
O governo brasileiro aguarda até o início da próxima semana o primeiro esboço de um acordo comercial dos Estados Unidos. O documento deve indicar os setores que os americanos querem acessar no mercado brasileiro com tarifas menores. Depois de receber a proposta, o Brasil pretende apresentar uma contraproposta e incluir suas próprias áreas de interesse na negociação.
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A informação foi divulgada nesta terça-feira (3), em Brasília, pelo ministro da Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa. Segundo ele, o envio do documento foi combinado no fim de setembro, durante a última reunião presencial entre os dois países sobre o tema. Desde então, houve conversas informais, mas o ministro afirmou não saber quais setores farão parte do pedido americano.
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Elias Rosa disse que os Estados Unidos estão preparando o documento para encaminhá-lo ao Brasil e confirmou que houve conversas informais entre as partes nesse período. Após analisar a proposta americana, o governo brasileiro deverá formular uma resposta e também apresentar os temas que deseja incluir nas tratativas.
As tarifas impostas pelo governo Trump contra produtos brasileiros estão em vigor desde julho deste ano. Uma delas, de 25%, foi justificada pelos Estados Unidos com a alegação de práticas comerciais desleais. A outra, de 12,5%, foi aplicada sob o argumento de que o Brasil falha no combate à importação de produtos fabricados com mão de obra escrava.
As duas rodadas de taxação atingem simultaneamente 3.985 produtos brasileiros, segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria). O impacto corresponde a US$ 10,8 bilhões, ou R$ 55 bilhões, em mercadorias exportadas para os Estados Unidos.
No início do ano, os americanos sondaram se o Brasil aceitaria um acordo comercial semelhante ao firmado recentemente entre EUA e Argentina. Auxiliares de Lula rejeitaram a ideia por considerá-la inaceitável.
