
CBF estima perda de R$ 420 milhões em 2027 caso seja mantida a proibição das bets no Brasil. (Foto: Instagram)
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) calcula que deixará de arrecadar R$ 420 milhões em 2027 se for mantida a proibição das casas de apostas esportivas no Brasil. A estimativa foi apresentada nesta terça-feira (03), em audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os efeitos da medida provisória que prevê o fim das operações das bets no país.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
De acordo com o levantamento da entidade, o valor representa uma queda de aproximadamente 16% em relação ao orçamento previsto para 2027. A projeção considera receitas de diferentes áreas comerciais do futebol brasileiro e indica que a arrecadação total cairia de R$ 2,7 bilhões para cerca de R$ 2,28 bilhões.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
A maior perda estimada está ligada aos naming rights e às receitas comerciais da Copa do Brasil, com impacto de aproximadamente R$ 120 milhões. A CBF também prevê redução de receitas provenientes de patrocínios, direitos de transmissão e propriedades comerciais de outras competições.
As projeções apontam ainda que a confederação deixaria de receber R$ 215 milhões em receitas previstas para 2026. Até 2030, o impacto acumulado poderia chegar a cerca de R$ 2 bilhões, segundo os cálculos apresentados.
Na audiência, a CBF afirmou que parte das receitas geradas pela Seleção Brasileira e pela Copa do Brasil contribui para financiar outras 26 competições organizadas pela entidade. A confederação defendeu que a saída das empresas de apostas do mercado esportivo aconteça de forma gradual e citou como referência a Premier League, que estabeleceu três anos para encerrar patrocínios de empresas do setor nos espaços principais das camisas dos clubes.
A entidade não declarou estar em crise financeira, mas ressaltou os possíveis efeitos da proibição sobre o planejamento orçamentário e o financiamento das competições. Convocada pelo ministro Luiz Fux, relator da ação contra a medida provisória, a audiência reuniu representantes de clubes, entidades esportivas, órgãos públicos e empresas do setor. O debate abordou tanto os impactos econômicos da proibição quanto questões de saúde pública e proteção dos consumidores, para reunir informações que subsidiem a análise do caso pelo STF.
