Pesquisadores do Instituto Karolinska, na Suécia, participam de um projeto científico que busca tornar possível a transmissão digital de cheiros entre diferentes locais. A iniciativa, chamada D2Smell, recebeu financiamento europeu em outubro de 2023 e pretende desenvolver métodos para transformar odores em informações digitais que possam ser utilizadas para reproduzi-los à distância.
O projeto é liderado por três pesquisadores: Johan Lundström, do Instituto Karolinska, Noam Sobel, do Instituto Weizmann de Ciência, em Israel, e Jonathan Williams, da Sociedade Max Planck, na Alemanha. A colaboração recebeu uma bolsa de 11,8 milhões de euros do Conselho Europeu de Pesquisa (ERC).
A proposta consiste em investigar como os odores podem ser representados digitalmente e posteriormente recriados em outro ambiente. Para isso, os cientistas trabalham com o estudo da percepção olfativa e das características que permitem distinguir diferentes cheiros.
A pesquisa pretende estabelecer uma forma de transmissão que não dependa do transporte físico das substâncias responsáveis pelos aromas. Em vez disso, o objetivo é desenvolver uma representação digital capaz de orientar a reprodução do odor no local de destino.
O trabalho reúne especialistas de diferentes instituições científicas e busca compreender a relação entre as propriedades dos odores e a maneira como são percebidos pelo sistema olfativo humano.
Embora a proposta envolva a possibilidade de transmitir cheiros por meios digitais, ainda não há confirmação, nas informações oficiais consultadas, de que a equipe tenha concluído um sistema capaz de enviar aromas por e-mail.
O desenvolvimento dessa tecnologia permanece como objetivo do D2Smell, que investiga as condições necessárias para reproduzir digitalmente uma experiência olfativa em outro local.