
Com a retomada dos modelos presencial e híbrido, ergonomia e conforto ganham destaque na discussão sobre os ambientes de trabalho. (Foto: Instagram)
A volta ao trabalho presencial trouxe atenção renovada à qualidade dos ambientes profissionais. Após a expansão do home office, os modelos presencial e híbrido voltaram a fazer parte da rotina de muitas empresas e colocaram em debate a ergonomia, o conforto e a adequação dos espaços às necessidades de quem trabalha neles.
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Uma pesquisa da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH Brasil), em parceria com a Umanni, ouviu 3.821 profissionais de Recursos Humanos durante o Conarh. Segundo levantamento divulgado em 2025 pela Contec Brasil, 46,6% das empresas participantes mantinham o regime totalmente presencial, e 46,2% adotavam o modelo híbrido. Os números mostram a coexistência dos dois formatos no Brasil e reforçam a importância da infraestrutura corporativa.
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Para quem passa muitas horas diante do computador, o mobiliário é parte das condições de trabalho. Altura da mesa, posição dos equipamentos, apoio lombar e possibilidade de ajustar a cadeira às características de cada pessoa estão entre os aspectos a considerar. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) trata a ergonomia como o estudo das interações entre as pessoas e os elementos de um sistema, incluindo as condições e a organização das atividades.
No Brasil, a Norma Regulamentadora nº 17 (NR-17), do Ministério do Trabalho e Emprego, define parâmetros para adaptar as condições laborais às características psicofisiológicas dos trabalhadores. A norma abrange mobiliário, equipamentos, condições ambientais e organização das tarefas. Cadeiras ergonômicas podem oferecer ajustes de altura e dos braços, além de apoio lombar, mas a escolha deve considerar usuários, dimensões e atividades. Comprar equipamentos, por si só, não substitui a avaliação do ambiente. A participação dos profissionais também integra esse processo: o auditor-fiscal do Trabalho Mauro Müller destaca que eles devem participar tanto da AEP quanto da AET.
A reorganização dos escritórios aproxima ergonomia e design, com atenção à circulação, à iluminação e à distribuição dos postos individuais e coletivos. A brasileira DT3, marca de cadeiras ergonômicas, lidera esse mercado há mais de 11 anos e oferece uma linha para escritório em uma categoria na qual ajustes, suporte lombar e características construtivas são relevantes. Em projeto técnico da Fundacentro para o setor de confecção, o ergonomista Ricardo Serrano ressaltou a importância de observar como o trabalhador realiza suas atividades antes de definir soluções.
Com a convivência dos formatos presencial e híbrido, avaliar o escritório a partir da experiência diária dos profissionais continua sendo importante. As empresas precisam considerar a compatibilidade entre ambiente, equipamentos e organização da jornada. A cadeira é apenas parte dessa equação: seu potencial depende de uma estação bem dimensionada, de ajustes adequados e de condições alinhadas às necessidades reais de quem utiliza o espaço.
