Democratas conquistam o Congresso e impõem derrota a Trump

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Democratas conquistam maioria no Congresso dos EUA e impõem derrota eleitoral a Donald Trump e aos republicanos. (Foto: Instagram)

Os democratas conquistaram a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado nas eleições de meio de mandato de 2026, impondo uma derrota expressiva ao presidente Donald Trump e aos republicanos. As projeções apontaram também vitórias históricas em disputas estaduais, incluindo a eleição da primeira governadora negra da Geórgia. A insatisfação com o custo de vida e com a guerra no Irã contribuiu para o resultado, que fortaleceu a oposição no Congresso.

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Em Ohio, Amy Acton derrotou o republicano Vivek Ramaswamy, apoiado por Trump, e se tornou a primeira mulher eleita governadora do estado. A vitória encerrou 16 anos de domínio republicano no cargo. Médica de saúde pública e ex-diretora estadual de saúde durante a pandemia de covid-19, Acton venceu apesar de uma campanha que gastou mais de 100 milhões de dólares contra ela. Ela destacou o custo de vida, o acesso à saúde e sua trajetória humilde, incluindo períodos em que viveu em situação de rua e numa barraca.

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A campanha de Acton também enfrentou controvérsia após Ramaswamy divulgar um anúncio com a mãe da candidata, de quem ela é distante. A peça recebeu críticas inclusive de republicanos, pois a mãe havia perdido a guarda dos filhos décadas antes, depois de denunciar que o marido, padrasto de Acton, a estuprava quando ela era criança. Já na Califórnia e no Texas, os eleitores escolheram pela primeira vez governadores latinos: Xavier Becerra e Gina Hinojosa, ambos democratas. Hinojosa derrotou o governador republicano Greg Abbott, tornou-se a primeira mulher latina a ocupar o cargo no Texas e encerrou, após 1995, a sequência de governos democratas no estado.

Em Minnesota, Peggy Flanagan venceu a disputa para o Senado e se tornou a primeira senadora indígena dos Estados Unidos. Vice-governadora do estado e integrante do povo ojíbua, também chamado chippewa, ela derrotou Michele Tafoya, ex-repórter da NFL. Na Carolina do Sul, Annie Andrews superou por margem estreita Darline Graham, escolhida por Trump para disputar a vaga de seu irmão, Lindsey Graham, morto repentinamente neste ano. Dois anos antes, ele havia vencido por quase 18 pontos percentuais. A vitória de Andrews se somou à de Roy Cooper na Carolina do Norte.

Os democratas venceram pelo menos sete disputas senatoriais acirradas, em Kansas, Iowa, Texas, Ohio, Maine, Carolina do Norte e Carolina do Sul. O Kansas não elegia um senador democrata havia quase um século. Na Câmara, a oposição conquistou distritos que haviam apoiado Trump por até 18 pontos percentuais em 2024. Também venceu governos estaduais na Geórgia, Ohio, Iowa e Texas. Trump havia pedido aos eleitores que votassem como se ele estivesse na cédula, mas muitos responsabilizaram seu governo pelo alto custo de vida e defenderam mais limites ao presidente.

No Maine, Troy Jackson, de 58 anos, derrotou a senadora republicana Susan Collins, de 73, que buscava seu sexto mandato e ocupava a vaga desde 1997. Ex-presidente do Senado estadual, Jackson assumiu a candidatura democrata em julho, após Graham Platner deixá-la, e teve pouco mais de cem dias para se apresentar aos eleitores. Trump atribuiu parte das perdas republicanas à guerra contra o Irã e ao impacto sobre os preços da gasolina, embora tenha dito estar surpreso. Ele afirmou que poderia cooperar com os democratas em temas como imigração, mas vetaria propostas que considerasse inadequadas. No Kansas, o pastor metodista Adam Hamilton também conquistou uma vitória surpreendente para o Senado, derrotando Roger Marshall.