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Ex-jogador do Palmeiras é acusado de crimes sexuais; Justiça pede 22 anos


Ministério Público do Chile pede 22 anos de prisão para Jorge Valdivia por acusações de crimes sexuais. (Foto: Instagram)

O Ministério Público do Chile pediu uma pena de 22 anos de prisão para Jorge Valdivia, ex-jogador do Palmeiras e da seleção chilena, por supostos crimes sexuais. Do total, 12 anos correspondem à acusação de estupro, e o restante, a acusações de abuso. A defesa nega os crimes e afirma que as relações ocorreram de forma consensual.

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A investigação, que durou dois anos, apura fatos que teriam ocorrido em 2024 nas cidades de Providencia e Vitacura. O pedido de condenação foi divulgado inicialmente pelo jornal chileno Meganoticias. Valdivia será levado a julgamento pelas denúncias de duas mulheres, cujos casos foram inicialmente apresentados como estupro e depois receberam classificações e penas distintas pelo Ministério Público.

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Uma das denunciantes, uma tatuadora, teria encontrado o ex-jogador em um restaurante de Providencia. Após consumirem bebidas alcoólicas, os dois teriam mantido relações sexuais, mas ela afirmou não ter lembrança do que aconteceu. A outra mulher teria acompanhado Valdivia até o apartamento dele após uma visita ao restaurante El Toro, em Vitacura.

As denúncias foram apresentadas em 20 e 22 de outubro. A defesa afirma que Valdivia e a primeira mulher já haviam se encontrado anteriormente e que ela o convidou para ir ao apartamento. Segundo os advogados, a relação teria sido consensual. Sobre o segundo caso, a defesa também sustenta que houve consentimento e diz que existiriam gravações de vídeo que apoiariam a versão do ex-jogador.

O advogado de Valdivia afirmou que esses pontos devem ser avaliados durante o processo e que cabe ao Ministério Público comprovar as acusações. A defesa também declarou que o chileno tem direito de contestar as imputações e de apresentar sua versão à Justiça, com respeito à presunção de inocência. Segundo o advogado, a gravidade das denúncias exige uma análise rigorosa das provas e cautela para evitar um julgamento antecipado.

A deputada Maite Orsini, apontada como testemunha, teve um relacionamento com Valdivia e mantinha contato com ele na época dos fatos. Em novembro de 2024, o Ministério Público afirmou que as mensagens trocadas pelos dois ajudaram a estabelecer a cronologia dos acontecimentos.

Orsini também esteve envolvida em uma controvérsia relacionada ao ex-jogador em 2023, quando ele foi abordado pela polícia em Vitacura. Na ocasião, Valdivia telefonou para a chefe da diretoria de Segurança Pública do Chile para relatar informações sobre o procedimento. A atuação foi investigada por suspeita de tráfico de influência, e um promotor a acusou de usar o cargo para interferir na operação policial.

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