
O Irã afirmou que quatro petroleiros pegaram fogo após atingir minas navais no Estreito de Ormuz. Segundo a Guarda Revolucionária, outras duas embarcações foram interceptadas por usar uma rota não autorizada. (Foto: Instagram)
Quatro petroleiros pegaram fogo após atingir minas enquanto tentavam atravessar o Estreito de Ormuz, informou o Irã nesta quarta-feira (04/11). Segundo Teerã, outras duas embarcações foram interceptadas por usarem uma rota não autorizada na estratégica passagem marítima.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
A emissora iraniana Press TV, citando a Guarda Revolucionária do Irã, afirmou que os navios tentavam passar por uma rota que não havia recebido autorização de Teerã. A nacionalidade das embarcações atingidas não foi divulgada. Em comunicado transmitido pela televisão estatal, a força militar disse que os quatro petroleiros “foram destruídos após atingir minas navais e continuam em chamas”. Também declarou que os outros dois navios foram interceptados por não cumprirem as regras.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
A Guarda Revolucionária informou ainda que abateu um drone sobre o estreito. O episódio aconteceu depois de o presidente Donald Trump afirmar que os Estados Unidos haviam atacado a República Islâmica. A declaração veio após relatos de uma incursão militar em Qeshm, a maior ilha localizada no estreito.
Teerã reivindica o controle do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo e gás do mundo. O governo exige que os navios utilizem um trajeto definido ao longo da costa iraniana para cruzar a passagem. Desde o começo da guerra, o regime tem atacado embarcações que tentam atravessar o estreito sem autorização.
O conflito começou em fevereiro, após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, e permanece em impasse há meses. As conversas indiretas entre Washington e Teerã, conduzidas por mediadores, continuam sem avanços diplomáticos concretos. O governo iraniano diz que está disposto a reabrir a passagem, mas condiciona a medida à aceitação, por parte dos Estados Unidos, de uma lista de exigências.
Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento iraniano e principal negociador do país nas conversas com os EUA, afirmou que a República Islâmica está “pronta para o combate, com o dedo no gatilho”. Já o presidente Masoud Pezeshkian defende uma solução por meio do diálogo. Na terça-feira (03/11), ele declarou que “ninguém se beneficiará desta guerra” se os combates forem retomados.
