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Israel valida eleição, e oposição anti-Netanyahu se une antes das consultas


A Comissão Eleitoral de Israel afirmou não ter encontrado fraude após revisar mais de 9 mil urnas. A disputa pela formação do próximo governo segue indefinida. (Foto: Instagram)

A Comissão Eleitoral de Israel informou nesta quarta-feira (4) que não encontrou provas de fraude ou sinais de prejuízo à integridade das eleições realizadas na semana passada. A divulgação ocorreu após o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu acusar partidos da minoria árabe israelense de manipular o resultado. A auditoria foi concluída poucas horas antes do início das consultas do presidente Isaac Herzog com as legendas.

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Em comunicado, a comissão afirmou que examinou todas as reclamações apresentadas por facções políticas e não identificou indícios de irregularidades ou de alteração dos resultados. O órgão também analisou recursos enviados por partidos e cidadãos e fez uma revisão detalhada de mais de 9.000 urnas, operação descrita como “sem precedentes”.

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Netanyahu e seu partido, o Likud, vinham acusando as legendas árabes de fraude. O desempenho desses partidos na votação de 27 de outubro ajudou a impedir que o primeiro-ministro obtivesse maioria parlamentar. Na terça-feira, a procuradora-geral Gali Baharav-Miara pediu ao diretor do Serviço de Segurança Interna, David Zini, aliado de Netanyahu, que apresentasse eventuais provas para embasar as alegações.

A conclusão da auditoria foi anunciada enquanto Herzog se prepara para receber representantes dos partidos com assento no Parlamento. Ao fim das consultas, ele deverá indicar, até 11 de novembro, quem considera ter melhores condições de formar o próximo governo. A tarefa será difícil: nenhum dos campos políticos alcançou a maioria absoluta de 61 cadeiras.

Os aliados de Netanyahu conquistaram 53 assentos. Já o principal bloco oposicionista, liderado pelo centrista Gadi Eisenkot, ficou com 48. A aliança reúne partidos que vão da esquerda à direita nacionalista, mas seus integrantes têm divergências em temas importantes.

Uma das questões centrais é a possibilidade de cooperação com os partidos árabes israelenses, que obtiveram um recorde de 19 cadeiras no Knesset, como é chamado o Parlamento de Israel em hebraico. O apoio dessas legendas a Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior do Exército, poderia levar a oposição à maioria parlamentar.

Esse cenário abriria caminho para encerrar o longo período de Netanyahu no poder, o mais duradouro da história de Israel. Na terça-feira, os cinco líderes do chamado “bloco da mudança”, liderado por Eisenkot, reuniram-se para combinar uma estratégia comum.

Os integrantes do bloco afirmaram estar dispostos a negociar a formação de um “governo de emergência nacional”. Até agora, porém, não detalharam como pretendem reunir os votos necessários para alcançar a maioria no Parlamento.

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