Pecuarista de 62 anos suspeito de matar ex de 24 é encontrado morto com carta e dinheiro

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Pecuarista suspeito de matar a ex-companheira é encontrado morto em uma área de mata em Rifaina, no interior paulista. (Foto: Instagram)

João Roberto Bolelli, pecuarista de 62 anos suspeito de matar a ex-companheira Priscila Lacerda Custodio, de 24, foi encontrado morto em uma área de mata próxima à sua casa, em Rifaina, no interior de São Paulo. Junto ao corpo havia uma carta escrita à mão, dinheiro e um revólver calibre 38. O conteúdo da carta e a causa da morte não foram divulgados.

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Segundo o boletim de ocorrência, o corpo foi localizado pelo neto do pecuarista na segunda-feira, 2. A morte é tratada como suspeita, e o corpo foi encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito de Franca. Priscila foi morta a tiros em 27 de outubro, após encontrar João Roberto para devolver uma caminhonete.

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A advogada da família de João Roberto, Lauriani Baldini França, disse à EPTV que, segundo parentes, um laudo preliminar não determinou a causa da morte. Ela também afirmou que R$ 100 mil em espécie desapareceram e contestou relatos de testemunhas sobre o crime. Segundo a advogada, havia fotos de viagens e registros de Priscila na propriedade e na caminhonete do pecuarista.

Lauriani esclareceu que o valor desaparecido não era o dinheiro encontrado junto ao corpo. A quantia, segundo ela, havia sido levada por João Roberto a um leilão para buscar a caminhonete que Priscila teria ido devolver no dia em que foi morta. “Em momento algum estamos falando que esse dinheiro foi gasto com a Priscila”, afirmou.

O advogado da família de Priscila, Diogo Máximo, disse que esteve em Rifaina e Franca e teve acesso ao inquérito na terça-feira, 3. Segundo ele, o relatório menciona a carta e o dinheiro, mas não informa o conteúdo do documento nem o valor. Máximo afirmou que os parentes não sabiam do relacionamento entre Priscila e o pecuarista; conheciam apenas a relação dela com Samuel Ramos, com quem ela começou a namorar naquele ano.

O delegado Telismar Júnior havia informado que João Roberto e Priscila tinham um relacionamento esporádico e que ela já havia sido ameaçada por ele. Máximo disse que a família do pecuarista tenta desqualificar Priscila com acusações de extorsão e afirmou que João tinha histórico de violência, inquéritos e processos. Para o advogado, a quebra do sigilo dos telefones dos dois poderá esclarecer se ela foi coagida.

O crime ocorreu por volta das 21h, no km 463 da Rodovia Cândido Portinari (SP-334), perto de uma propriedade rural. Priscila, natural de Perdizes, em Minas Gerais, foi ao local com o irmão e uma amiga para devolver a caminhonete. Durante uma discussão, João Roberto teria atirado e fugido. Ela foi levada ao hospital do município, mas morreu. A Polícia Civil registrou o caso como feminicídio. Testemunhas foram ouvidas, e o celular da vítima foi apreendido para análise. Segundo o delegado, o suspeito já havia sido condenado por descumprir medida protetiva concedida a uma ex-companheira.