
PF inaugura laboratório para rastrear a origem do ouro e reforçar o combate ao garimpo ilegal. (Foto: Instagram)
A Polícia Federal inaugurou, em Brasília, o Laboratório de Geoquímica Forense para Rastreabilidade Mineral. Instalado no Instituto Nacional de Criminalística (INC), o espaço foi criado para reforçar o combate ao garimpo ilegal e a outros crimes ambientais na Amazônia. A estrutura vai comparar amostras de ouro apreendido com registros já disponíveis.
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A inauguração ocorreu nesta terça-feira (03). O laboratório faz parte do Programa Ouro Alvo, incluído no Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Amas), que conta com R$ 318,5 milhões do Fundo Amazônia. O fundo é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sob coordenação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
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A iniciativa pretende estabelecer referências científicas a partir da análise das características de jazidas brasileiras. Com isso, a origem do minério poderá ser investigada pelo cruzamento entre as amostras de ouro apreendido e os dados já registrados. A ferramenta deve apoiar investigações e ações de fiscalização.
Além de identificar a procedência do ouro, o laboratório poderá contribuir para impedir novos casos de mineração irregular e de desmatamento associado à atividade. Os recursos do Fundo Amazônia financiam equipamentos para análises minerais e de mercúrio, assim como máquinas e materiais para preparar, caracterizar e armazenar amostras.
Organizado em quatro frentes de atuação, o plano reúne a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) e os governos dos nove estados da Amazônia Legal. O diretor da Amazônia e Meio Ambiente da Polícia Federal, Humberto Freire de Barros, afirmou que a estrutura amplia a capacidade de rastrear a origem do ouro e produzir provas científicas.
“Este laboratório representa um avanço fundamental no combate ao garimpo ilegal. Estamos fortalecendo a capacidade da Polícia Federal de rastrear a origem do ouro, produzir provas científicas e combater os crimes ambientais, permitindo ao Brasil alcançar resultados históricos na redução do desmatamento”, declarou.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que combater o garimpo ilegal na Amazônia é uma prioridade do governo do presidente Lula. Segundo ele, identificar o DNA do ouro pode dificultar a atuação de organizações criminosas e ampliar a fiscalização. Já o secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Adalberto Maluf, defendeu ações que atinjam o poder econômico que financia os crimes, além de operações pontuais. Ele destacou que ciência, tecnologia e integração de políticas públicas podem proteger o meio ambiente e a saúde e a vida de populações indígenas e ribeirinhas.








