
PL oficializa Rogério Marinho como candidato à presidência do Senado. (Foto: Instagram)
O Partido Liberal (PL) oficializou nesta quarta-feira (4/11) a candidatura do senador Rogério Marinho (PL) à presidência do Senado Federal. O anúncio foi feito após uma reunião da legenda em sua sede, em Brasília, enquanto partidos da oposição discutem a possibilidade de apoiar um único nome.
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A eleição para o comando da Casa está marcada para 1º de fevereiro. A disputa continua aberta e inclui também Davi Alcolumbre (União-AP), que busca a reeleição, e Tereza Cristina (PP-MS), que tenta obter votos da oposição. A definição dependerá da articulação de apoios entre os senadores.
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O lançamento de Marinho acontece em meio às conversas de partidos oposicionistas sobre uma candidatura única, iniciativa que buscaria concentrar os votos em um só nome e evitar a divisão de forças contra Alcolumbre. Para vencer, o senador precisará de pelo menos 41 votos. O PL terá 29 senadores em 2027, portanto Marinho terá de conquistar outros 12 apoios.
Aliados afirmam que o partido conta com a possibilidade de atrair “dissidentes políticos”, inclusive no União Brasil. Alcolumbre, por sua vez, recebeu manifestações de apoio do MDB, PSD e PT, além de União Brasil e PP, que formalizaram apoio à tentativa de reeleição do senador do Amapá. Ainda assim, Marinho e Alcolumbre trabalham com a hipótese de obter votos da bancada do PL.
Na reunião desta quarta, Marinho defendeu pautas associadas ao bolsonarismo, incluindo o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a anistia para condenados pelo 8 de janeiro. Ele declarou que sua gestão seria “a salvaguarda da Constituição” e disse que, embora a presidência não se limitaria a um único tema, pretende fazer valer a Constituição e evitar omissões.
O senador também recordou a eleição de 2023, quando foi derrotado por Rodrigo Pacheco (PSB-MG). Naquele pleito, segundo Marinho, o PL ficou sem espaço em comissões por não fazer parte do bloco vencedor; ele classificou os responsáveis pela situação como “déspotas”. Caso eleito, afirmou que pretende garantir espaço às demais siglas e respeitar a proporcionalidade.
Na mesma reunião, Marinho criticou as articulações de Alcolumbre e acusou o atual presidente do Senado de tentar “cooptar” votos por meio de vantagens, verbas e atalhos.
