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Republicanos atribuem derrota nas eleições de meio de mandato a tarifas e guerra no Irã


Republicanos atribuem derrota nas eleições de meio de mandato a Trump (Foto: Instagram)

Dirigentes republicanos responsabilizaram Donald Trump pela derrota expressiva do partido nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, após os resultados de terça-feira (3). Entre as principais críticas estão as tarifas do presidente e a guerra no Irã, apontada como uma das causas da alta dos preços.

Trump tentou se afastar da responsabilidade pelo resultado. Em entrevista ao New York Times na noite de terça-feira, antes de algumas seções eleitorais encerrarem a votação, afirmou que não estava na cédula e que, por isso, o partido não conseguiu levar eleitores suficientes às urnas.

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Republicanos críticos disseram que a perda do controle da Câmara e do Senado estava ligada a decisões de Trump ao longo do ano anterior à eleição. Além das tarifas, eles apontaram a entrada dos Estados Unidos em uma guerra impopular no Irã como fator que contribuiu para o aumento dos preços. Jason Roe, estrategista republicano em Michigan, disse que o presidente praticamente incentivou os americanos a votar contra ele.

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Roe também criticou a campanha de Trump, dizendo que o presidente encerrou o período eleitoral com uma sequência de atitudes capazes de irritar e exasperar os eleitores. Ele classificou como “ridícula” a avaliação de Trump sobre o resultado e o chamou de “arquiteto do colapso republicano”.

Na manhã de quarta-feira, o vice-presidente J. D. Vance ofereceu outra explicação para a derrota. Em uma publicação nas redes sociais, afirmou que o motivo foi a guerra e que qualquer análise honesta sobre os próximos passos deveria começar por esse tema.

O deputado Don Bacon, de Nebraska, também rebateu a justificativa de Trump, chamando-a de “bobagem”. Para ele, o resultado estava ligado à impopularidade do presidente e à escolha de candidatos fracos em disputas importantes para o Senado. Brinker Harding, derrotado no distrito que Bacon representou na última década, também apontou as tarifas como um problema.

Os líderes republicanos evitaram críticas diretas a Trump. John Thune, líder da maioria no Senado, destacou conquistas do partido e disse que trabalharia com o presidente para conter o que chamou de piores impulsos do extremismo democrata. Mike Johnson, presidente da Câmara, defendeu Trump e afirmou que os democratas sofrem de “síndrome de obsessão por Trump”. Ainda assim, os democratas avançaram em estados tradicionalmente republicanos, como Kansas, Iowa e Texas.

Na Fox News, Trump disse que alguns eleitores simplesmente não gostavam dos candidatos e que parte de seus apoiadores se ressentiu de candidatos que o enfrentaram. Em Iowa e Michigan, candidatos apoiados por ele foram derrotados; no Texas, o escolhido do presidente perdeu por uma margem maior, segundo a apuração. Em Ohio, apoiadores do senador Jon Husted culparam Trump. Já o prefeito de Oklahoma City, David Holt, escreveu que o partido estava “moral e intelectualmente falido” e defendeu “tornar os EUA bons novamente”. Em entrevista, disse não se lembrar de uma eleição de meio de mandato tão ligada a uma única pessoa e ao seu fracasso.

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