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Trump sofre derrota eleitoral, e “onda azul” altera o poder nos Estados Unidos


Projeções apontam avanço democrata no Congresso dos EUA e revés para Trump. (Foto: Instagram)

As projeções das eleições de meio de mandato indicam que os democratas conquistaram o controle da Câmara dos Representantes e do Senado dos Estados Unidos. O resultado representa um revés para Donald Trump, enfraquece a agenda republicana e amplia a capacidade da oposição de fiscalizar o governo.

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A votação ocorreu nesta terça-feira (03), e os resultados divulgados na madrugada desta quarta-feira (04) apontaram avanços democratas até em estados tradicionalmente ligados aos republicanos. A chamada “onda azul”, referência à cor do Partido Democrata, alcançou disputas consideradas estratégicas para a manutenção da maioria governista.

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As projeções indicavam pelo menos 54 cadeiras democratas no Senado, que tem 100 integrantes. Na Câmara, a apuração ainda avançava, mas os números também apontavam maioria para a oposição. Com o controle das duas Casas, os democratas terão mais meios para dificultar a aprovação de projetos defendidos pela Casa Branca e intensificar a fiscalização do Executivo.

A vitória não encerra o mandato de Trump, mas deve tornar mais importante a negociação com os adversários para aprovar sua agenda. Orçamento, gastos públicos e propostas legislativas estarão entre os temas em disputa. A maioria parlamentar também amplia a capacidade democrata de conduzir investigações sobre a administração republicana.

Uma das vitórias de maior peso ocorreu no Texas, onde o democrata James Talarico derrotou o republicano Ken Paxton. O resultado representou uma mudança expressiva em um dos principais redutos conservadores do país. Os democratas também conquistaram cadeiras antes ocupadas por republicanos em Iowa, Ohio, Maine e Carolina do Norte.

A sequência de vitórias mostrou que a perda de força governista foi além de disputas isoladas. A economia e o custo das despesas familiares estiveram entre os principais assuntos da campanha, ao lado da guerra com o Irã. Com a posse dos eleitos, em 2027, Trump continuará com os poderes da Presidência, incluindo o veto a projetos, mas terá pela frente um Congresso com maioria adversária.

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