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Uso de IA nas empresas avança e agentes chegam à operação


Uso de inteligência artificial por indústrias brasileiras mais que dobrou entre 2022 e 2024, segundo levantamento do IBGE. (Foto: Instagram)

A adoção de inteligência artificial nas empresas brasileiras mais que dobrou em dois anos. Segundo a PINTEC Semestral 2024, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a parcela de empresas industriais com 100 ou mais pessoas ocupadas que utilizam a tecnologia passou de 16,9% em 2022 para 41,9% em 2024. Em números absolutos, foram de 1.619 para 4.261 empresas, um crescimento de 163%.

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A expansão também chegou aos pequenos negócios. Pesquisa do Sebrae em parceria com o Meta Instituto de Pesquisa, divulgada em agosto de 2026, indica que 52% dos empreendedores consultados usaram alguma ferramenta de IA nas duas semanas anteriores à entrevista. O levantamento ouviu 7.182 MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte; entre eles, 60% pretendiam adotar ou ampliar o uso da tecnologia no semestre seguinte.

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Nas indústrias, as áreas que mais utilizam IA são administração, com 87,9%, comercialização, com 75,2%, e desenvolvimento de projetos, com 73,1%, conforme o IBGE. O instituto relaciona parte do avanço à popularização da inteligência artificial generativa. A tecnologia pode ser usada como copiloto, agente autônomo ou equipe de agentes, em níveis que variam conforme o grau de integração aos processos da empresa.

No primeiro nível, o copiloto é acionado por uma pessoa para realizar tarefas pontuais, como redigir um e-mail ou resumir um documento, enquanto a equipe conduz as etapas e revisa o resultado. Um agente recebe um objetivo e pode executar um processo completo, conectado aos sistemas da empresa, como atender clientes pelo WhatsApp e registrar pedidos. Já equipes de agentes coordenados podem operar áreas inteiras, por exemplo, com funções de cobrança, conciliação e fechamento no setor financeiro.

A Pixel AI orienta empresas na implementação de agentes de inteligência artificial. A companhia informa que sua base reúne mais de 2 mil empresas e que, em 2026, os projetos desenvolvidos por elas somam mais de R$ 60 milhões em resultados, entre redução de custos e geração de receita. A empresa foi fundada por Cayo Syllos, CEO, Bruno Okamoto, CCO, e Matheus Cardozo, COO. Syllos afirma que os negócios que obtêm retorno financeiro já passaram do uso como copiloto e, no mínimo, estão no nível de agentes que executam processos inteiros.

Okamoto observa que, diante dos lançamentos frequentes no setor, cabe ao empresário identificar quais mudanças podem afetar os resultados da empresa no curto prazo, em vez de acompanhar cada novidade. Para Cardozo, a implementação só gera economia quando o agente passa a integrar a rotina e é acompanhado diariamente por meio de indicadores e de uma pessoa responsável.

Segundo Cardozo, áreas internas da própria Pixel AI, como marketing, financeiro e conteúdo, já são operadas por agentes desenvolvidos pela empresa. Os dados do IBGE e do Sebrae mostram a presença da IA em negócios de diferentes portes no país. À medida que a adoção se amplia, a avaliação dos projetos passa a considerar a transição de copilotos para agentes e equipes de agentes, além dos resultados em custos e receitas.

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