
Dez meses após o desaparecimento de Ágatha Isabelly e Allan Michael, em Bacabal (MA), os irmãos seguem sem ser encontrados. A mãe, Clarice Cardoso, continua cobrando respostas. (Foto: Instagram)
Dez meses após o desaparecimento de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, em Bacabal, no interior do Maranhão, os irmãos ainda não foram encontrados. A mobilização que reuniu centenas de pessoas e a repercussão nacional do caso não trouxeram uma resposta definitiva. A mãe, Clarice Cardoso, passou a contar com uma casa e assessoria, mas continua procurando os filhos e cobrando esclarecimentos.
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O caso começou em 4 de janeiro de 2026, quando Ágatha, Allan e o primo Anderson Kauã, então com 8 anos, desapareceram na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal. As crianças brincavam em uma área de mata. Anderson foi encontrado com vida no dia 7 de janeiro, por trabalhadores rurais, perto de uma estrada; os irmãos não foram localizados.
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Depois de ser resgatado, Anderson contou que havia entrado na mata com os primos e que os três se perderam. Disse também que passou por uma casa abandonada e, em seguida, caminhou sozinho em busca de ajuda. Com base no relato, as equipes ampliaram as buscas por diferentes pontos da região.
A operação mobilizou polícias, Corpo de Bombeiros, Exército, Marinha, equipes especializadas e voluntários. Foram percorridos trechos de mata, rios e lagos, com apoio de cães farejadores, aeronaves, mergulhadores e sonares. A casa abandonada citada por Anderson recebeu atenção especial: cães detectaram sinais da presença das crianças e seguiram um trajeto até o ponto em que os caminhos do primo e dos irmãos se separaram. Nenhum vestígio conclusivo foi encontrado.
Com a redução das buscas ostensivas, a investigação passou a se concentrar em esclarecer o desaparecimento. As autoridades consideraram a possibilidade de um acidente na região e a hipótese de as crianças terem sido retiradas do local, mas a Polícia Civil não confirmou uma linha capaz de explicar o caso. Em setembro, Clarice e a advogada Nathaly Moraes procuraram a Polícia Federal para discutir o uso de mecanismos de cooperação internacional oferecidos pela Interpol.
Também foi levantada a possibilidade de Ágatha e Allan estarem entre as 163 crianças encontradas em uma operação na Flórida, nos Estados Unidos. A hipótese foi descartada depois que a Polícia Federal informou que não havia brasileiros entre os menores localizados. A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão afirmou que as investigações seguem sob segredo de Justiça.
Em outubro, Clarice esteve em Brasília com Nathaly Moraes para conversar com autoridades e chamar atenção para o desaparecimento. A mãe conta agora com uma casa e assessoria para acompanhar as demandas relacionadas ao caso e reforçar a busca por respostas. Mesmo com menos operações de campo, a família continua procurando informações que ajudem a encontrar os irmãos, desaparecidos desde 4 de janeiro de 2026.
