
Eduardo Bolsonaro afirmou, durante entrevista na CPAC, que não teme ser obrigado a deixar os Estados Unidos. (Foto: Instagram)
Durante entrevista a Joey Mannarino, influenciador de direita dos Estados Unidos, no evento conservador Cpac, realizado nesta quinta-feira, 5, Eduardo Bolsonaro (PL) disse não temer ter de deixar os EUA. A declaração ocorreu após a eleição de muitos democratas para o Congresso nas eleições de meio de mandato americanas.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
Eduardo afirmou que não cabe ao Congresso decidir sobre a revogação ou o cancelamento de vistos. Também alegou que ele e sua família estão em situação legal nos EUA, assim como seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL), e por isso não teme ser obrigado a deixar o país.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Na entrevista, Eduardo comparou uma eventual deportação à de mulheres refugiadas do Irã. Segundo ele, enviá-lo de volta ao Brasil, assim como essas mulheres, seria levá-lo a uma “ditadura”. Ele também afirmou que há um regime opressor no país.
No Brasil, Eduardo atuou para interferir no julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado. Para isso, incitou sanções contra o Brasil e juízes brasileiros. Em outubro daquele ano, foi condenado por coação no curso do processo.
Flávio deixou o Brasil em 27 de outubro, dois dias depois de perder a eleição presidencial para o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao sair do país, descumpriu uma determinação da Polícia Federal que exigia a entrega de passaportes e o proibia de viajar para o exterior.
O irmão de Eduardo é alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). As investigações apuram suspeitas de lavagem de dinheiro em sua relação com o advogado Willer Tomaz e pedidos de recursos financeiros a Daniel Vorcaro para produzir “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.
Em 2027, Flávio ficará sem foro privilegiado pela primeira vez em 24 anos. Apesar da derrota presidencial e das acusações de que o Brasil seria uma ditadura, o PL, partido da família Bolsonaro, elegeu a maior bancada na Câmara dos Deputados, formou maioria no Senado e conquistou sete governos estaduais.
