Suspeito está preso, mas ainda há dúvidas sobre a morte de advogada e filho

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Prisão de principal suspeito avança investigação sobre mortes de mãe e filho em Cotia (Foto: Instagram)

A prisão do principal suspeito das mortes de Anna Gabriela Faria Lima, de 29 anos, e do filho dela, de 6, avançou a investigação, mas não esclareceu todas as circunstâncias do caso. A polícia ainda busca reconstruir a dinâmica dos crimes, a sequência dos acontecimentos e os resultados dos exames periciais, além de apurar relatos de violência.

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Eric Conrado Alves de Almeida, empresário de 41 anos, foi localizado na noite de quarta-feira (04), na região do Jaguaré, zona oeste de São Paulo. Ex-companheiro de Anna Gabriela e principal suspeito, ele tinha um mandado de prisão temporária. Mãe e filho foram encontrados mortos na terça-feira (3), em um apartamento em Cotia, na Grande São Paulo.

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As câmeras do condomínio registraram Anna Gabriela, o filho e Eric entrando juntos no apartamento no domingo (1º), por volta das 21h35. Já na madrugada de segunda-feira (2), aproximadamente às 2h14, o investigado saiu sozinho. Segundo a investigação, não há registros de outras pessoas entrando ou deixando o imóvel nesse intervalo. As imagens ajudam a delimitar quando os envolvidos estiveram no local, mas não revelam o que ocorreu dentro do apartamento.

A reconstrução dos acontecimentos depende da análise conjunta dos depoimentos, dos vestígios recolhidos e dos exames periciais. Os corpos apresentavam sinais de asfixia, conforme as informações divulgadas sobre a ocorrência. A determinação do mecanismo das mortes e do horário aproximado, porém, depende dos laudos. Também está sob apuração a hipótese de que Anna Gabriela tenha sido mantida em cárcere privado antes de morrer; não foi apresentada uma conclusão sobre esse ponto.

A localização das vítimas ocorreu após Eric entrar em contato com um escritório de advocacia de Campinas e informar que havia duas pessoas mortas no apartamento. Uma advogada comunicou o relato à polícia e forneceu o endereço. Os agentes foram ao condomínio e confirmaram as mortes. Os investigadores devem confrontar o conteúdo da comunicação com os demais elementos reunidos para esclarecer a participação atribuída ao suspeito e a sequência dos fatos.

Familiares e outras testemunhas relataram que a relação entre Anna Gabriela e Eric teve términos e reconciliações, além de episódios de perseguição, controle e violência doméstica. Os relatos também mencionam intimidação com arma de fogo. A investigação ainda precisa verificar essas informações e estabelecer como elas se relacionam com as mortes. O caso foi registrado como feminicídio e vicaricídio, classificação relacionada à morte de um filho como forma de atingir a mãe. A prisão temporária permite a continuidade das diligências, mas não representa condenação. Nas informações divulgadas sobre a captura, não havia manifestação da defesa de Eric sobre as acusações.