
Polícia aponta dolo e difamação em acusações contra Luiz Bacci (Foto: Instagram)
A Polícia Civil de São Paulo concluiu o inquérito que investigava as acusações feitas pelo apresentador Dudu Camargo e outros quatro integrantes do canal “Link Podcast” contra o jornalista Luiz Bacci. No relatório final, o delegado Gustavo Henrique Palozzo Rezende, do 3º Distrito Policial de Santo André, apontou que as declarações continham dolo, ou seja, a intenção deliberada de difamar o comunicador, ferindo sua honra e imagem pública.
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O crime se consumou durante uma transmissão ao vivo realizada em 28 de janeiro, quando Camargo afirmou que Bacci estaria “foragido do país” para escapar de processos judiciais. Na mesma ocasião, associou o nome do jornalista a supostas irregularidades financeiras e chegou a exibir uma foto dele em um telão, reforçando as alegações infundadas.
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Durante o inquérito, os policiais enfatizaram que as falas veiculadas em ambiente digital tinham grande potencial de prejudicar a reputação de Bacci. A defesa dos investigados apresentou identicamente o mesmo argumento: que o conteúdo havia sido retirado do ar e que uma retratação pública foi divulgada em 3 de fevereiro.
Ainda assim, o delegado rejeitou a tese de que a remoção e a retratação eximiriam os acusados de responsabilidade, mantendo a tipificação do crime de difamação prevista no artigo 139 do Código Penal. Para comprovar a falsidade das acusações, Bacci demonstrou às autoridades que estava em sua residência, em São Paulo, no momento da transmissão, assistindo ao programa.
Com a conclusão do inquérito apontando dolo e difamação, o processo foi encaminhado ao Ministério Público para oferecimento de denúncia e abertura de ação penal. O advogado de Luiz Bacci, Ilmar Muniz, destacou a gravidade do caso ao afirmar que a difamação via meios de comunicação “não é apenas uma ofensa à honra, mas uma força destrutiva capaz de comprometer reputações, abalar vínculos profissionais e sociais e produzir danos morais profundos, cuja gravidade exige resposta jurídica firme, proporcional e exemplar”.
Este desfecho reforça a necessidade de responsabilização diante de informações falsas que circulam em plataformas digitais, evidenciando que, mesmo com remoção de conteúdo e retratações, o dolo e o impacto sobre a vítima podem ensejar processo criminal e medidas judiciais rigorosas.







