
Padre Chad Ripperger em entrevista ao podcast The Shawn Ryan Show (Foto: Instagram)
As discussões sobre o Anticristo ganharam novo fôlego depois que o sacerdote católico Padre Chad Ripperger afirmou observar sinais de que o mundo estaria entrando em um período propício ao surgimento dessa figura descrita na tradição bíblica. Em entrevista ao podcast The Shawn Ryan Show, o teólogo comentou sobre mudanças sociais, sistemas econômicos globais e interpretações religiosas relacionadas ao fim dos tempos.
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Ripperger atua como teólogo, filósofo e exorcista na Arquidiocese de Denver, nos Estados Unidos. Durante a conversa, ele garantiu que as condições atuais do planeta se enquadram nas descrições do Novo Testamento e do Livro do Apocalipse que antecedem a aparição do Anticristo. Segundo o sacerdote, vários trechos bíblicos apontam para fatores como instabilidade política, crises econômicas e transformações culturais.
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Na tradição cristã, o Anticristo é apresentado como o oposto simbólico de Jesus Cristo, um líder que se colocaria como salvador e conquistaria confiança mundial. Um dos pontos centrais dessa narrativa é o carisma extraordinário dessa figura. “Se uma pessoa não tiver graças específicas de Deus, será facilmente atraída pelo que ele ensina e pelo que ele professa”, explicou Padre Chad Ripperger ao detalhar como essa liderança não seria percebida como maléfica.
Para exercer domínio global, o Anticristo não precisaria de meios políticos convencionais, mas, sim, de controle econômico. “O Anticristo precisa ser capaz de governar o mundo”, disse Ripperger. “Ele não vai governar por meio da política tradicional. Ele vai governar através das economias.” Essa visão se relaciona à passagem que menciona a “marca da besta”: quem recusasse essa marca não poderia comprar nem vender.
O sacerdote ressaltou que a tecnologia moderna e o avanço de uma moeda digital global tornariam esse controle mais viável do que em qualquer outro momento da história. “Estamos quase em um ponto em que poderiam simplesmente decidir que, se você não concordar com certas condições, não terá acesso à moeda digital que será implementada globalmente”, alertou o exorcista, apontando para uma eventual ferramenta poderosa de controle social.
Outro aspecto abordado por Padre Chad Ripperger refere-se às “duas testemunhas” mencionadas no Apocalipse. Segundo o relato, esses profetas retornariam à Terra para denunciar as ações do Anticristo e pregar contra ele, mas acabariam sendo mortos durante o confronto. Em algumas interpretações, essas figuras seriam Elias e Enoque, cujas mortes simbólicas fazem parte dos eventos proféticos associados ao período final.
Apesar das preocupações, Ripperger admitiu que não acredita no aparecimento imediato do Anticristo. “Não acho que ele esteja simplesmente ao virar da esquina”, declarou o sacerdote. “Mas eu posso estar errado nisso.” Suas declarações refletem uma interpretação teológica específica dentro do cristianismo e alimentam um debate antigo sobre escatologia e profecias bíblicas.







