
Fachada da Creche Luz do Brás, na Mooca, Zona Leste de São Paulo. (Foto: Instagram)
Na manhã desta quarta-feira (22 de julho de 2026), um menino de 1 ano e 4 meses, identificado como Abdoulaye Dieng, morreu após ficar com a cabeça presa em uma grade durante uma atividade recreativa promovida na Creche Luz do Brás, localizada na Mooca, Zona Leste de São Paulo. O incidente mobilizou equipes de socorro e autoridades locais, que agiram rapidamente para retirar a criança do equipamento e prestar os primeiros atendimentos na própria unidade antes de encaminhá-la à UPA Mooca.
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No registro da ocorrência, enviado ao 8º Distrito Policial (Brás), a Polícia Civil qualificou o fato como homicídio culposo, indicando ausência de intenção de matar. Conforme consta no boletim de ocorrência, o acidente aconteceu quando Abdoulaye se aproximou de uma estrutura metálica com barras fixadas em uma parede da creche e, ao passar a cabeça pelo vão entre a grade e o alvenaria, ficou impossibilitado de se soltar.
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Funcionários da Creche Luz do Brás acionaram imediatamente o serviço de emergência ao perceberem a situação e retiraram a criança da grade antes de chamar o resgate. Segundo testemunhas, policiais militares que faziam patrulhamento pela região chegaram por volta das 9h20 e encontraram colaboradoras carregando Abdoulaye nos braços, correndo para a UPA Mooca, na tentativa de salvar sua vida.
No hospital, exames iniciais não indicaram fraturas ósseas, mas, conforme informou o advogado que representa os pais, familiares identificaram marcas e lesões pelo corpo do menino. A família, de origem senegalesa, aguarda esclarecimentos sobre as circunstâncias do acidente e aponta possíveis falhas na vigilância e no planejamento das atividades recreativas oferecidas pela creche.
O inquérito, sob responsabilidade do 8º DP de São Paulo, inclui cinco funcionários da instituição, entre eles a diretora e a coordenadora pedagógica. A Polícia Civil já colheu depoimentos de testemunhas e deve analisar documentos internos da creche para verificar se houve negligência, imperícia ou omissão que possam ter contribuído para o desfecho fatal, mas até o momento nenhuma prisão foi efetuada.
As autoridades também solicitaram laudos ao Instituto Médico Legal (IML) e ao Instituto de Criminalística (IC) para identificar as causas exatas da morte de Abdoulaye. Novas diligências deverão ser realizadas nas próximas semanas para esclarecer todo o contexto do acidente e definir eventuais responsabilidades civis e criminais dos envolvidos, com base nos resultados periciais e nos depoimentos já registrados.








