
Presidentes Lula e Trump ponderam efeitos das novas tarifas dos EUA (Foto: Instagram)
Na quinta-feira, 23 de julho de 2026, o governo dos Estados Unidos anunciou a aplicação de uma tarifa de 12,5% sobre mercadorias importadas de 38 países que, segundo Washington, não adotam medidas suficientes para coibir produtos fabricados com trabalho forçado. O Brasil foi incluído nessa lista, ao lado de nações como China e Austrália. A principal dúvida é se essa nova taxa tornará os produtos brasileiros mais caros para o consumidor no Brasil.
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Na prática, a tarifa incide apenas sobre itens que entram no mercado americano, e não sobre os bens vendidos internamente no Brasil. Quem arca diretamente com o acréscimo é o importador nos EUA, de modo que o impacto imediato nos preços ao consumidor brasileiro é limitado. O desdobramento dependerá de como essas medidas afetarão as empresas exportadoras e o cenário econômico nacional.
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A taxa adicional eleva o custo para companhias norte-americanas que importam produtos brasileiros, o que pode desalentar compras. Se as exportações diminuírem, há risco de queda no faturamento das empresas exportadoras, menor aporte de investimentos e até contenção de novas contratações em setores voltados para o comércio internacional. Economistas ressaltam que, historicamente, as tarifas afetam primeiro as indústrias exportadoras e, num segundo momento, podem refletir em emprego, renda e preço ao consumidor.
Até o momento, não se espera um aumento generalizado dos preços no mercado interno, pois o tributo não incide sobre produtos destinados ao consumo brasileiro. Além disso, itens como carne, petróleo, gás e fertilizantes ficaram fora da lista de tarifas, o que ajuda a mitigar qualquer alta imediata nos custos de produtos essenciais do dia a dia.
A medida atinge, além do Brasil, países como China, Austrália, Chile, Colômbia, Israel, Noruega, Nova Zelândia, Rússia, África do Sul, Singapura, Uruguai e Vietnã, todos na faixa de 12,5%. Já Argentina, Canadá, México, Índia, Reino Unido, Bangladesh e Indonésia foram contemplados com uma alíquota de 10%, segundo o anúncio oficial de Washington.
Caso as exportações brasileiras para os Estados Unidos sofram queda significativa, setores podem enfrentar redução de vendas, menor escala de produção, desaceleração de investimentos e impacto sobre empregos. A extensão desses efeitos dependerá da duração da tarifa e das medidas de resposta do governo brasileiro. Brasília já rejeitou a cobrança adicional e afirmou que utilizará os mecanismos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica. A nova alíquota entra em vigor em 24 de julho, mas mercadorias em trânsito até 28 de julho não sofrerão a cobrança extra.








