
María Camila e seu companheiro no chá de bebê antes do desaparecimento (Foto: Instagram)
O companheiro de María Camila Potosí, de 21 anos, falou pela primeira vez sobre o assassinato da jovem grávida de oito meses, desaparecida em Cali, na Colômbia. Em entrevista ao videocast Conducta Delictiva, ele recordou as etapas finais da investigação e revelou detalhes do momento em que foi comunicado da descoberta do corpo. Segundo ele, todo o desdobramento trouxe um choque profundo à família, que desde então busca explicações sobre o que de fato ocorreu com María Camila e seu bebê.
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O corpo da jovem foi localizado às margens do rio Meléndez, e o companheiro descreveu a cena como “bastante devastadora”. Ele relatou que, ao chegar ao local indicado pelas autoridades, encontrou restos que o levaram a temer pelo paradeiro da criança ainda no ventre da vítima. Os familiares acreditam que o bebê foi retirado do útero após o homicídio, motivo pelo qual continuam cobrando agilidade nas buscas e mais informações sobre as investigações.
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Durante a conversa, o homem comentou que a principal suspeita apresentou versões conflitantes sobre os momentos em que esteve com María Camila. Inicialmente, ela afirmou ter visto a amiga pela manhã, deixado-a em casa e retornado mais tarde. Porém, ao ser pressionada pelos parentes da vítima, passou a alterar trechos do relato, gerando desconfiança entre os familiares. “Ela estava muito nervosa, dizia que todos a atacavam com perguntas, mas era natural, já que foi a última pessoa vista com María Camila”, afirmou o companheiro.
O reconhecimento do corpo só foi possível graças a características marcantes: sobrancelhas, tatuagens, roupas e o vestido que a jovem usava no dia do desaparecimento. O companheiro recordou que, apesar de reconhecê-la pelos traços, o estado do corpo era chocante — a boca inchada, a língua para fora e os olhos parcialmente abertos contribuíram para tornar a cena ainda mais dolorosa. “Vi as sobrancelhas, as tatuagens, a barriga, mas também vi a violência que havia sido feita”, comentou.
María Camila sumiu em 16 de julho e teve o corpo encontrado três dias depois no mesmo rio. Desde o primeiro instante, a família tem insistido para que as autoridades intensifiquem as buscas pelo bebê, cuja remoção do ventre da mãe ainda não foi oficialmente confirmada. Até o momento, não há informações sobre o paradeiro da criança, e os parentes seguem cobrando transparência e resultados das investigações.








