
Fachada do Hospital São Vicente de Paulo em Mafra (SC). (Foto: Instagram)
Um paciente de 78 anos internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Vicente de Paulo, em Mafra (SC), teve a mangueira do respirador cortada durante o horário de visitas. A principal suspeita é a própria esposa do idoso, que, segundo as apurações iniciais, teria utilizado uma tesoura para romper o dispositivo antes de deixar a unidade. O filho da vítima percebeu o dano e acionou imediatamente a equipe médica.
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O caso ocorreu na tarde de segunda-feira (27) e chocou demais pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde. O homem estava internado há cerca de duas semanas após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) e dependia do suporte respiratório para manter a oxigenação. As circunstâncias revelam que o equipamento não se rompe de forma espontânea, o que reforça a suspeita de ação intencional dentro da UTI.
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De acordo com familiares e funcionários, a última pessoa a visitar o paciente antes da descoberta foi a esposa do idoso. Após cortar a mangueira responsável por levar o oxigênio ao ventilador, ela teria deixado o hospital sem chamar a equipe. O enteado, ao notar a ruptura, acionou de imediato os enfermeiros, que substituíram o equipamento danificado em tempo hábil, evitando complicações mais graves para o paciente.
Especialistas revelam que as mangueiras usadas em ventilação hospitalar são confeccionadas com material resistente e não se rompem sem motivo externo. Esse detalhe tornou-se um ponto central da investigação, pois indica que alguém intencionalmente interferiu no funcionamento do aparelho. Autoridades consideram essa ação como um possível crime de perigo à vida, sujeito à apuração penal.
Logo após o incidente, a direção do Hospital São Vicente de Paulo registrou boletim de ocorrência junto à Polícia Militar, que encaminhou o caso à Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Mafra. A Polícia Civil, então, instaurou um inquérito para esclarecer todas as circunstâncias, ouvir testemunhas — incluindo profissionais de saúde e visitantes — e analisar registros de entrada e saída no horário das visitas.
Até o momento, a administração do hospital não se pronunciou oficialmente sobre o episódio. O estado de saúde do homem permanece estável, sem alterações após a rápida intervenção da equipe. A investigação segue em curso, com o objetivo de confirmar a participação da suspeita e definir as medidas legais cabíveis.








