
Celular do tenente Ronickson Pimentel não consta entre as provas e aprofunda mistério do atentado em São Caetano do Sul (Foto: Instagram)
A Polícia Militar de São Paulo se manifestou pela primeira vez nesta quinta-feira (30) sobre o paradeiro do celular do tenente Ronickson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá Pimentel, baleado na cabeça em um atentado ocorrido em 27 de junho em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. A corporação informou que não está autorizada a comentar a respeito do telefone. O oficial segue internado em estado grave e, até o momento, o responsável pelos disparos permanece foragido.
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O aparelho não consta entre as provas entregues à Polícia Civil após o ataque, que já apreendeu seis telefones de pessoas investigadas no caso. A ausência do celular do tenente em meio aos objetos recolhidos reforça o mistério em torno de uma das principais linhas de investigação.
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Fontes próximas ao inquérito apontam que o telefone pode ser crucial para esclarecer a motivação do atentado, pois provavelmente guarda dados sobre a rotina profissional, contatos e trocas de mensagens que ajudariam a determinar se existiam ameaças prévias. Procurada, a Comunicação Social da PM, vinculada ao comando da Rota, enviou resposta direta, informando que “a demanda não está autorizada a ser respondida ao solicitante”. A negativa oficial alimenta suspeitas de que o aparelho tenha sido retirado ou escondido intencionalmente.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) também foi questionada sobre o paradeiro do dispositivo, mas não havia se posicionado até a publicação desta reportagem. Enquanto isso, os investigadores investigam quem pode ter ordenado o atentado e se houve participação de outras pessoas em sua articulação, além do autor do disparo.
Até o momento, a Polícia Civil recolheu seis celulares de envolvidos nas investigações, incluindo aparelhos da esposa e do enteado de Hércules da Costa Siqueira, conhecido como “Golias”, apontado como o principal suspeito de executar o disparo contra o tenente. Ainda assim, o telefone de Ronickson permanece ausente na relação oficial de provas, o que sugere possível obstrução de investigação.
O inquérito revela indícios de que o ataque foi meticulosamente planejado: o tenente teria sido monitorado nos dias anteriores ao atentado, e há elementos que indicam organização da fuga e ocultação de vestígios pelos suspeitos. As autoridades trabalham para reconstruir cada etapa da ação e identificar eventuais cúmplices.
Enquanto as apurações prosseguem, o tenente Ronickson Pimentel dos Santos permanece internado em hospital de São Caetano do Sul, em estado grave, recebendo cuidados intensivos. A Secretaria de Segurança Pública oferece recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à localização e à prisão do atirador, cujo paradeiro segue desconhecido.








