Abelardo de la Espriella assume presidência da Colômbia em cerimônia realizada em Cali

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Abelardo de la Espriella assume a presidência em solenidade atípica em Cali (Foto: Instagram)

O advogado e empresário Abelardo de la Espriella tomou posse como presidente da Colômbia nesta sexta-feira (07) em uma solenidade atípica na instável cidade de Cali, no sudoeste do país. Ao optar por se empossar fora da capital, Bogotá, o chefe de Estado inicia seu mandato com uma mensagem clara de combate a grupos armados ilegais que atuam na região.

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De la Espriella, de 48 anos, sucedeu Gustavo Petro após vencer o segundo turno em 21 de junho contra o senador Iván Cepeda, aliado do então governante. A disputa, marcada pela polarização, terminou com uma vantagem estreita para o ex-candidato outsider, que se apresentou como alternativa ao establishment político.

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Sem experiência em cargos públicos, De la Espriella bancou sua campanha com recursos próprios, fruto de sua carreira de sucesso no setor jurídico e empresarial. A cerimônia ocorreu em um auditório de universidade local, com a presença de membros do Congresso, e representa uma guinada à direita na política colombiana.

À cerimônia de posse compareceram líderes internacionais, entre eles o rei Felipe VI da Espanha e o procurador-geral interino dos Estados Unidos, Todd Blanche. Também integraram a comitiva os presidentes latino-americanos Javier Milei (Argentina), Daniel Noboa (Equador) e José Antonio Kast (Chile), sinalizando apoio regional à nova administração.

Após o rito de investidura, o presidente seguiu para um batalhão militar em Cali, onde deve discursar para as tropas. De la Espriella pretende elevar o moral dos soldados e emitir um alerta aos grupos armados ilegais: entregar-se voluntariamente sob pena de serem considerados “alvos militares” em operações de segurança.

Autodenominado “El Tigre”, o novo mandatário promete romper com a estratégia de negociação adotada por Petro e retomar uma política de firmeza contra a violência. Segundo ele, o processo de paz anterior fracassou e hoje exige-se uma abordagem de linha-dura para restaurar a ordem no país.