
Homem preso em flagrante por se passar por médico em Nova Iguaçu (Foto: Instagram)
Um homem foi preso em flagrante em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, suspeito de se passar por médico durante um atendimento domiciliar a uma menina de 10 anos que faz tratamento contra um tumor cerebral. Segundo a Polícia Civil, ele se apresentava como profissional habilitado, embora não tivesse graduação em Medicina nem registro válido no Conselho Regional de Medicina (CRM).
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De acordo com as investigações, o suspeito utilizava indevidamente números de CRM, carimbos e receituários de profissionais credenciados para realizar consultas, prescrever medicamentos e solicitar exames. Ele atuava sem qualquer autorização, colocando em risco a saúde da paciente ao acompanhar o tratamento como se tivesse formação médica.
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As apurações indicam que o suspeito acompanhava a criança desde outubro de 2025 e já havia realizado ao menos seis consultas à domicílio, cobrando entre R$ 700 e R$ 1.000 por visita. Durante esse período, emitiu receitas médicas, solicitou exames e fez encaminhamentos usando a identidade de outro médico, prática ilegal segundo as autoridades.
A suspeita começou quando a mãe notou divergências nas prescrições. Ao conferir o registro do profissional informado no CRM, percebeu que a fotografia vinculada não correspondia ao homem que atendia a filha. Impressionada com o risco ao tratamento, a família acionou a 63ª Delegacia de Polícia (Japeri) para apurar o caso.
Na última quinta-feira (06), agentes da 63ª DP foram ao imóvel no bairro Jardim Pitoresco e prenderam o homem logo após o término de mais uma consulta. Durante a abordagem, foram apreendidos carimbos, receituários de controle especial e documentos médicos preenchidos em nome de diferentes profissionais.
Identificado como Diogo dos Santos Serpa, o suspeito usava a falsa identidade Dr. Jeferson Targino Sampaio. Ele foi indiciado por exercício ilegal da Medicina com finalidade econômica, uso de documento falso, falsa identidade, tentativa de estelionato e exposição de terceiros a perigo de vida ou saúde. A Polícia Civil solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante em preventiva.
Além desse caso, Diogo já era alvo de quatro procedimentos policiais por crimes de falsidade ideológica, furto e peculato. As autoridades trabalham agora para identificar outras possíveis vítimas atendidas por ele e apurar se o suspeito realmente frequentava curso de Medicina e de que forma financiava seus estudos.








