
Erdogan, Mohamed bin Salman e Shehbaz Sharif celebram o Acordo Conjunto de Defesa de Meca. (Foto: Instagram)
O chanceler turco Hakan Fidan declarou em pronunciamento neste sábado (08) que o acordo militar firmado na sexta-feira entre Turquia, Arábia Saudita e Paquistão não mira o Irã nem qualquer outra nação, mas representa um avanço importante rumo à estabilidade no Oriente Médio, reforçando a cooperação estratégica entre os três países.
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O pacto foi assinado na sexta-feira (7) em Meca, a cidade mais sagrada do Islã, pelo príncipe herdeiro saudita Mohamed bin Salman, pelo presidente turco Recep Tayyip Erdogan e pelo primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif. Pelo texto acordado, um ataque a qualquer um dos signatários será interpretado como agressão contra os três.
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Batizado de “Acordo Conjunto de Defesa de Meca”, o tratado reúne a potência petrolífera da Arábia Saudita, o Paquistão — detentor de um arsenal nuclear — e a Turquia, que possui o segundo maior exército da Otan e uma indústria de defesa em rápido crescimento. O documento enfatiza a dissuasão coletiva em um momento de incertezas regionais e ameaças oriundas da guerra no Irã, além de antecipar possíveis crises e garantir resposta rápida a emergências.
Em entrevista à agência Anadolu, Fidan ressaltou que não há alvo específico previsto no documento. “Não temos nada por escrito — nada que tenhamos assinado — que defina uma ameaça comum. Qualquer país que não nos ataque não é um alvo para nós”, afirmou, reforçando que o pacto se baseia em princípios de não agressão e respeito à soberania nacional.
O chanceler turco comparou a cláusula de defesa mútua à fórmula do artigo 5 da Otan, em que um ataque a um membro é considerado agressão contra todos. Na visão de Fidan, essa disposição assegura solidariedade imediata e forte dissuasão, evitando que qualquer ação hostil fique sem resposta adequada.
De acordo com o ministro, o apoio coordenado pode englobar desde o compartilhamento de informações de inteligência e apoio logístico até o envio de unidades militares, dependendo da gravidade da ameaça. A proposta também prevê a realização de exercícios conjuntos e a troca de tecnologia militar, compondo um sistema de defesa em múltiplas camadas.
Fidan revelou ainda que outras nações manifestaram interesse em integrar o pacto. Ele mencionou o Egito como um “parceiro natural” e antecipou sua adesão “na próxima etapa” do acordo. Segundo o ministro, conversações preliminares estão em curso com diversos países que buscam fortalecer laços de segurança na região.








