Mulher com envelhecimento acelerado conta como a doença impacta sua vida

Posted by

Aos 48 anos, Tiffany Wedekind convive com os efeitos da progeria, uma doença rara de envelhecimento precoce que não tem cura. Moradora de Columbus, em Ohio, nos Estados Unidos, ela conta que começou a perceber mudanças no próprio corpo ainda na adolescência, mas não deixou que a condição definisse sua rotina.

++ CPTM alcança total integração do Pix em ATMs de todo o sistema ferroviário

A progeria é uma condição rara e fatal que atualmente afeta cerca de uma pessoa a cada 20 milhões no mundo. A doença costuma estar associada a complicações que podem levar pacientes à morte ainda na adolescência. Apesar de não existir cura, há tratamentos que podem ajudar no controle dos sintomas e das complicações. Entre as manifestações estão envelhecimento precoce, crescimento lento, baixo ganho de peso, queda de cabelo, pele fina e enrugada, doenças cardiovasculares, alterações na formação dos dentes e problemas nas articulações.

No caso de Tiffany, a condição também influencia suas características físicas. Ela pesa 26 quilos e mede 1,32 metro, aproximadamente a altura de uma criança de 7 anos.

Apesar disso, o irmão dela, Todd, conta que a infância da irmã foi marcada por atividades comuns para a idade. “Quando criança, Tiffany não era nada parecida com uma criança doente. Ela fazia tudo o que todo mundo fazia. Ela era apenas menor”, diz ele ao TLC.

Tiffany se recorda, por exemplo, da época em que integrou a equipe de líderes de torcida durante a oitava série. Uma fotografia dela fazendo espacate com o uniforme também aparece no episódio. “Eu estava feliz. Eu só conseguia pensar naqueles pompons e em como eu os balançava no ar!”, diz.

++ Espólio de Marcos Matsunaga movimenta patrimônio após reabertura do inventário em 2026

A mulher afirma que percebeu os primeiros sinais mais específicos da condição por volta dos 12 anos. Entre as mudanças, estavam alterações nos dedos e nas unhas. “Comecei a notar que meus dedos eram diferentes. Minhas unhas não eram iguais, como todas as minhas amigas que pintavam as unhas e faziam coisas assim. E eu não podia fazer isso porque não tenho unhas”, explica.

Mesmo percebendo que seu corpo apresentava características diferentes das de outras crianças, Tiffany diz que não passou a viver em função disso. “Eu sabia que era diferente desde pequena. Só não sabia porquê e não pensava muito nisso porque estava ocupada demais vivendo a minha vida”, admite ela.

Embora a progeria não tenha cura, alguns dos problemas cardíacos associados à condição podem ser controlados com medicamentos, como aspirina e estatinas. A doença provoca um endurecimento grave das artérias, conhecido como aterosclerose, que pode levar a complicações cerebrovasculares. O envelhecimento acelerado dos órgãos também aumenta o risco de câncer.

++ 8 tecnologias surreais que só o Japão tem

Tiffany, por sua vez, utiliza um medicamento experimental que pode retardar o processo de envelhecimento. Se aprovado, o tratamento poderá se tornar o primeiro medicamento oficialmente indicado para a progeria.

Além do acompanhamento médico, ela procura manter uma rotina voltada à qualidade de vida. A mulher pratica yoga, anda de bicicleta e segue uma dieta balanceada, hábitos que, segundo ela, ajudam a cuidar do próprio corpo. “Eu cuido muito bem de mim mesma”, afirma.

Mesmo convivendo com uma doença que acelera o envelhecimento e pode provocar diferentes complicações, ela diz que procura aproveitar o tempo que tem. “Estou vivendo a vida ao máximo enquanto posso, porque vi como pode ser curto”, declarou em entrevista ao Metro.