Victor Hugo de Almeida morre após ser baleado em loja de informática em Hortolândia

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Comerciante faz sinal de “tudo bem” enquanto investigações seguem em Hortolândia (Foto: Instagram)

Victor Hugo de Almeida, de 40 anos e morador de Campinas, foi morto com um tiro dentro de uma loja de informática em Hortolândia, no interior de São Paulo. Segundo relatos iniciais, ele havia ido ao estabelecimento para trocar um cabo adaptador USB quando acabou sendo atingido pelos disparos. O crime causou comoção na cidade e segue sob apuração da Polícia Civil.

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Em uma primeira versão divulgada, foi informado que Victor Hugo teria se desentendido com o filho do proprietário do comércio ao cobrar a devolução do produto. Durante a discussão, o dono da loja teria surgido e efetuado os disparos que atingiram a vítima. Porém, essa dinâmica começou a ser questionada após o surgimento de um novo depoimento.

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De acordo com o relato de uma testemunha que acompanhou a cena do outro lado da rua, Victor Hugo já havia deixado a loja e se acomodado no banco do motorista de seu veículo, acompanhado de sua filha de 3 anos, quando o filho do comerciante apareceu empunhando um taco de beisebol e um spray de pimenta. A testemunha afirma que, naquele momento, o homem armou-se e avançou em direção ao carro.

Pouco depois, o proprietário da loja teria chegado ao local e efetuado o tiro que atingiu Victor Hugo. Em vídeo divulgado posteriormente, o comerciante defende que agiu em legítima defesa ao encontrar o próprio filho caído e sendo agredido dentro do estabelecimento, alegando que o disparo foi a única forma de proteger o familiar.

Em depoimento, o advogado de defesa do comerciante afirmou que ele não está foragido — ao contrário, teria se apresentado espontaneamente à delegacia, entregado documentos e provas, e colaborado integralmente com as investigações. A Polícia Civil requisitou perícias no local, analisa imagens de câmeras de segurança da loja e de estabelecimentos vizinhos, além dos relatos das testemunhas.

A principal linha de investigação é definir se Victor Hugo ainda estava dentro do comércio ou se já havia entrado no veículo no momento do confronto, conforme a versão da testemunha. As autoridades também apuram a participação do filho do dono da loja, em especial o uso do taco de beisebol e do spray de pimenta, para determinar se houve provocação ou ameaça suficiente a configurar legítima defesa.