Serpente fantasma: pesquisadores investigam efeito óptico causado por eclipse total

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Ondulações de ‘serpentes fantasmas’ antes da totalidade do eclipse (Foto: Instagram)

O efeito óptico denominado “serpente fantasma” foi registrado no eclipse solar total da quarta-feira (12), ganhando destaque ao exibir linhas sinuosas que se deslocavam sobre superfícies claras. Cientistas afirmam que o fenômeno ocorre minutos antes da fase de totalidade, quando a luz do Sol filtra-se pela atmosfera turbulenta, projetando padrões ondulados no solo. Observadores em diversos pontos da Europa e em outras áreas dentro da zona de totalidade reportaram esse curioso espetáculo luminoso.

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Conhecidas também como faixas de sombra ou shadow bands, essas ondulações alternam faixas claras e escuras de forma muito fina e móvel. Elas surgem nos momentos que antecedem e seguem imediatamente a totalidade, mostrando um movimento rápido que lembra várias serpentes deslizando em conjunto. As imagens divulgadas exibem estas linhas dançando sobre paredes, pisos e outras superfícies uniformes, criando um efeito de sombras vivas em meio ao cenário do eclipse.

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Segundo a NASA, as faixas de sombra são breves e nem sempre visíveis em todos os eclipses totais. Sua ocorrência depende das condições atmosféricas locais e do ponto de observação. Em algumas ocasiões, elas aparecem por apenas alguns instantes, enquanto em outras podem perdurar até que a Lua cubra completamente o disco solar. A variação de intensidade e duração faz com que seja difícil prever sua aparição com exatidão.

A explicação mais aceita relaciona-se à turbulência na atmosfera, que refrata a luz do Sol quando este se reduz a um fino crescente antes da totalidade. À medida que essa faixa luminosa atravessa camadas de ar com densidades diferentes, ocorrem distorções no feixe de luz, projetando padrões de claro e escuro no solo. Contudo, a velocidade de deslocamento e o padrão ondulado ainda desafiam os modelos simples de projeção de sombras.

Relatos históricos apontam que fenômenos semelhantes são observados há séculos. Registros antigos, compilados pela própria NASA, mencionam faixas de sombra documentadas por astrônomos e curiosos em várias partes do mundo. Esses relatos reforçam a ideia de que as “serpentes fantasmas” fazem parte do repertório dos eclipses totais, embora permaneçam um dos aspectos mais intrigantes e menos compreendidos desses eventos.

Para identificar as faixas de sombra, recomenda-se buscar superfícies claras e homogêneas, como paredes brancas ou campos abertos. Durante a fase de penumbra, quando o disco solar se estreita ao ponto de quase desaparecer, as condições ficam ideais para observar essas ondulações luminosas. Apesar de não envolver criaturas nem fenômenos sobrenaturais, a imprevisibilidade de sua aparição mantém o interesse de cientistas e amadores em qualquer eclipse total que ocorra ao redor do globo.