Argentina diz estar pronta para apoiar militarmente os EUA em possível conflito contra o Irã

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Secretário de Comunicações Javier Lanari durante pronunciamento (Foto: Instagram)

O governo da Argentina afirmou que poderia oferecer apoio militar aos Estados Unidos em um eventual conflito contra o Irã. O secretário de comunicações, Javier Lanari, destacou que Buenos Aires atenderia a qualquer pedido formal de Washington, reforçando o alinhamento do presidente Javier Milei com a Casa Branca. Apesar da disposição política, fontes militares consultadas pela imprensa internacional ressaltam que a capacidade técnica e logística da Argentina limita uma participação de grande escala no Oriente Médio.
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Até o momento, não houve solicitação oficial por parte das autoridades norte-americanas. “Se os Estados Unidos solicitarem, sim. Qualquer assistência necessária será fornecida”, afirmou Lanari. Em contraponto, oficiais de defesa afirmam que a marinha e a força aérea argentinas não possuem estrutura para manter operações prolongadas a milhares de quilômetros de distância. A falta de treinamento em ambientes desérticos e a limitação de meios de transporte aéreo e naval também foram apontadas como obstáculos.
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Em avaliação interna, o governo estuda a possibilidade de enviar unidades navais ao Estreito de Ormuz para colaborar na escolta de embarcações civis e na vigilância de rotas marítimas vitais ao transporte global de petróleo. Essa proposta se diferencia da postura de países como Alemanha, Reino Unido, Grécia, Austrália e Japão, que já anunciaram que não enviarão tropas para a região, focando apenas em sanções econômicas e apoio logístico limitado.

O posicionamento reflete um estreitamento das relações com Washington e também com Tel Aviv. Nos últimos dias, a Casa Rosada formalizou a saída da Organização Mundial da Saúde (OMS), espelhando decisão semelhante dos EUA, e passou a classificar o Irã como um “inimigo ideológico”. A mudança reforça a guinada conservadora do governo de Javier Milei, marcada por adesão a pautas de segurança e mercado alinhadas aos norte-americanos.

Historicamente, a Argentina já apoiou operações militares lideradas pelos EUA. Na década de 1990, durante o mandato de Carlos Menem, Buenos Aires enviou navios para a região do Golfo Pérsico durante a Guerra do Iraque, integrando a coalizão internacional. A experiência anterior serve de base para a atual discussão sobre o possível envolvimento argentino em novas operações no Oriente Médio.