SP registra mais 2 casos de sarampo e total no Estado atinge 30

Posted by

–


Criança apresenta erupções cutâneas características do sarampo em exame clínico (Foto: Instagram)

São Paulo chegou a 30 casos confirmados de sarampo em 2026 nesta quarta-feira (09), segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). Os dois registros adicionais, notificados em agosto, envolvem crianças com menos de dois anos da capital que tiveram confirmação laboratorial da doença.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

Do total de 30 casos no ano, 27 ocorreram na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Em 22 das ocorrências, os pacientes não apresentavam registro de vacinação ou tinham o esquema vacinal incompleto, de acordo com o levantamento oficial.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

A Vigilância Epidemiológica mantém o monitoramento das cadeias de transmissão já identificadas, incluindo essas duas novas confirmações. Até o momento, foram detectadas quatro sequências de transmissão no Estado em 2026. A primeira delas ocorreu entre março e abril, associada a dois casos importados, e foi considerada encerrada após 12 semanas sem novos desdobramentos.

As demais cadeias, registradas em junho, julho e agosto, continuam sob acompanhamento conjunto das equipes estaduais e municipais. O trabalho envolve investigação minuciosa dos casos, rastreamento de contatos, aplicação de medidas de controle e avaliação da necessidade de reforço vacinal em grupos vulneráveis.

Apesar de encerradas as campanhas específicas de imunização, a vacinação de rotina contra o sarampo segue disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Para crianças, o calendário prevê a aplicação da primeira dose aos 12 meses e da segunda aos 15 meses de idade.

Para pessoas entre 15 meses e 29 anos, o indicado é ter duas doses registradas, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Adultos de 30 a 59 anos devem contar com pelo menos uma dose documentada, enquanto profissionais de saúde precisam apresentar duas doses, independentemente da idade.

Além disso, a chamada “dose zero” é recomendada para bebês de 6 a 11 meses e 29 dias que residem em São Paulo, Guarulhos ou São Bernardo do Campo, ou que tiveram contato com caso suspeito ou confirmado. Essa dose não substitui as aplicações previstas no calendário vacinal: é necessária a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses conforme a rotina de vacinação.