
Sede da Polícia Federal em Brasília, apontada como a instituição de maior confiança pelos brasileiros. (Foto: Instagram)
A pesquisa da AtlasIntel, realizada em conjunto com o jornal O Estado de S. Paulo e divulgada na sexta-feira (20), apontou que a Polícia Federal é a instituição de maior confiança dos brasileiros, obtendo 56% de aprovação entre os 2.090 entrevistados. Com foco em ações de combate à corrupção e em operações de grande repercussão, a PF superou 12 outras entidades avaliadas, incluindo polícias estaduais, tribunais superiores e órgãos federais. Analistas destacam que a atuação em casos emblemáticos e o discurso voltado à transparência contribuíram para reafirmar a credibilidade da corporação aos olhos da população.
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As polícias Civil e Militar figuram logo em seguida, com 55% de confiança cada uma, demonstrando que as corporações estaduais ainda detêm prestígio considerável. A Igreja Católica, instituição com presença histórica na sociedade, registrou 49% de aprovação, revelando que o vínculo cultural e religioso influencia a percepção pública. Na sequência, o Banco Central do Brasil, responsável pela estabilidade econômica e controle da inflação, alcançou 45% de avaliação positiva. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), encarregado de organizar e fiscalizar pleitos, aparece com 42% de confiança, mesmo após debates acalorados sobre tecnologia e prazos eleitorais.
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No extremo oposto, o Congresso Nacional registrou o pior desempenho, com apenas 9% dos entrevistados declarando confiança no Parlamento brasileiro. Esse índice reflete um cenário de forte insatisfação com o Legislativo, marcado por disputas políticas, denúncias de corrupção e votações de pautas polêmicas. Para muitos especialistas, a percepção negativa traduz a distância entre representantes e cidadãos, alimentando o descrédito em relação às casas legislativas e gerando críticas sobre a efetividade das reformas propostas pelos parlamentares.
As Forças Armadas do Brasil também amargam avaliação desfavorável, com 60% de desconfiança e apenas 27% de aprovação. A baixa percepção de confiança ocorre mesmo diante do histórico de participação das tropas em missões de paz e apoio logístico em situações de emergência. O Supremo Tribunal Federal (STF) aparece com 35% de aprovação, enquanto 59% dos entrevistados afirmam não confiar na corte máxima. A visão crítica ao Judiciário tem ganhado força em debates sobre decisões polêmicas e uso de prerrogativas.
O Governo Federal do Brasil, por sua vez, segue trajetória semelhante ao STF, registrando 37% de confiança e 59% de avaliações negativas. Analistas interpretam que a polarização política e a gestão de crises, como a pandemia de covid-19 e questões econômicas, impactaram a percepção pública sobre o Executivo nacional. Apesar de projetos em áreas como infraestrutura e programas sociais, o governo enfrenta resistência devido à insatisfação com os serviços públicos e ao ritmo das reformas propostas no Congresso.
O levantamento foi realizado entre 16 e 19 de março de 2026, por meio de questionário online, e ouviu 2.090 pessoas de diferentes regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa abrangeu 13 instituições, incluindo órgãos de segurança, poderes da República, instituições financeiras e religiosas, oferecendo um panorama completo sobre a percepção dos brasileiros em relação às entidades responsáveis pela condução das políticas públicas e pela garantia da ordem.







