
Da esquerda para a direita: a bebê Darcy-Leigh Jefferson, o pai Sean Jefferson e a mãe Amy Clark. (Foto: Instagram)
Um tribunal britânico considerou Sean Jefferson, de 35 anos, culpado pelo assassinato da filha de cinco semanas, Darcy-Leigh Jefferson, depois de provas mostrarem que a bebê sofreu 47 fraturas nas costelas e outras lesões graves antes de morrer. A pequena foi internada em estado crítico em 27 de março de 2022 e não resistiu aos ferimentos, vindo a falecer dois dias depois.
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Além de Jefferson, a mãe da criança, Amy Clark, de 34 anos, também foi declarada culpada por permitir ou causar a morte da bebê e por consentir agressões graves. Segundo a acusação, ambas as figuras parentais tiveram papel ativo ou conivente nas sessões de violência que vitimaram Darcy-Leigh.
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O julgamento, realizado ao longo de sete semanas no Tribunal da Coroa de Stafford, trouxe à tona laudos médicos e testemunhos impactantes. Peritos confirmaram dezenas de fraturas nas costelas e constataram lesões recentes nas pernas da bebê nos dias que antecederam sua morte. Profissionais de saúde descreveram o estado de devastação do corpo da criança quando ela chegou ao hospital.
De acordo com o inquérito, a lesão que causou a morte de Darcy-Leigh ocorreu durante um ato de violência extrema, no qual a bebê foi sacudida ou atingiu violentamente a cabeça contra uma superfície dura, provocando um traumatismo craniano catastrófico. Apesar das tentativas de estabilização em ambiente hospitalar, ela não resistiu aos ferimentos e morreu em 29 de março de 2022.
O promotor responsável pelo caso enfatizou que os pais alternavam entre agredir a filha e fechar os olhos para as agressões cometidas pela outra parte. Nenhum deles apresentou versão ou justificativa no tribunal, optando pelo silêncio durante todas as fases do processo penal. Essa postura, segundo a acusação, reforçou a convicção de culpabilidade de ambos.
Testemunhas também relataram que o casal mantinha um relacionamento marcado por conflitos frequentes, consumo excessivo de álcool e uso de substâncias ilícitas. Mensagens de texto exibidas no tribunal comprovam que, ainda durante a gestação de Amy Clark, Sean Jefferson enviou ameaças graves contra a companheira, evidenciando o ambiente instável em que a bebê nasceu e viveu.
Depois da leitura dos veredictos, o réu reagiu de forma agressiva, enquanto a mãe da vítima, visivelmente abalada, chorou no banco dos réus. A juíza responsável definiu o caso como “profundamente perturbador” e anunciou que a data para as sentenças será marcada em breve, encerrando a etapa de veredicto e aguardando apenas a fixação das penas.







