Mulher detida na Bahia por manter irmã com deficiência em cárcere e condições degradantes

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Cômodo improvisado em que irmã com deficiência intelectual foi mantida em cárcere privado em Paulo Afonso (BA). (Foto: Instagram)

Uma mulher de 44 anos foi presa em flagrante acusada de manter a própria irmã, de 50, com deficiência intelectual, em cárcere privado e sujeita a condições degradantes no povoado Juá, zona rural de Paulo Afonso, na Bahia. Segundo a polícia, a vítima vivia em ambiente considerado desumano, sem acesso adequado à liberdade ou cuidados básicos.
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O episódio veio à tona na sexta-feira (20), após uma denúncia anônima indicar que alguém estaria confinado em condições precárias dentro de uma residência. Diante do relato, equipes da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) deslocaram-se ao local, acompanhadas por profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
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Ao entrarem na casa, os agentes encontraram um cômodo improvisado que funcionava como cela: o espaço era pequeno, cercado por cordas, arames farpados e trancas. Não havia ventilação adequada, o que tornava o ambiente abafado e insalubre, em total desacordo com padrões mínimos de habitabilidade.

Além da falta de circulação de ar, o local apresentava acúmulo de sujeira e presença de insetos. No interior do cubículo, havia apenas uma estrutura rudimentar de repouso, composta por uma cama de cimento. A polícia não identificou fontes regulares de água potável ou alimentos, o que reforçou as suspeitas de negligência prolongada e maus-tratos sistemáticos.

De acordo com os policiais, a mulher mantida em cárcere apresentava sinais evidentes de debilidade física e emocional. Em depoimento, relatou ter sido agredida periodicamente e disse viver sob constante privação de liberdade. Ela recebeu atendimento no local e foi encaminhada por profissionais do Samu a uma unidade de saúde para avaliação e cuidados especializados.

A suspeita foi autuada em flagrante pelos crimes de cárcere privado e maus-tratos. Após a prisão, foi conduzida à delegacia de Paulo Afonso, onde o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil. Os investigadores apuram há quanto tempo a vítima esteve submetida às condições degradantes e se outras pessoas podem ter auxiliado na prática dos delitos. A pena pode ser agravada devido à vulnerabilidade da vítima.