Trump afirma na ONU que regime de Cuba ‘vai cair’ e delegação se retira

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Delegação cubana abandona sessão na Assembleia Geral da ONU após críticas de Trump (Foto: Instagram)

A delegação de Cuba deixou a sessão da Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o regime comunista da ilha “vai cair”. O mandatário americano foi o segundo a discursar, logo após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e, em seguida, os representantes cubanos se retiraram em sinal de protesto contra as declarações de Trump.

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Trump declarou que “o regime comunista está sob enorme pressão, a maior que já enfrentou” e classificou Cuba como “um Estado que fracassou completamente”. Segundo ele, “o país está desmoronando como nunca antes e vai cair”. O presidente norte-americano ainda mencionou o senador Marco Rubio como líder das negociações – “ele está profundamente envolvido nas conversas com Cuba. Vamos ver o que acontece”.

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Desde janeiro, a administração Trump intensificou as sanções contra Havana, reforçando o embargo econômico que já vigora há décadas. Entre as medidas, constaram o aumento das barreiras comerciais, o corte das remessas de petróleo venezuelano e a ameaça de impor tarifas adicionais a qualquer país que mantivesse relações comerciais com a ilha.

O endurecimento das restrições aprofundou a crise energética em Cuba e forçou a população a buscar fontes alternativas de abastecimento. Essa pressão agravou o desgaste de uma economia que já se encontrava fragilizada, resultando em frequentes racionamentos e em novos obstáculos para o setor produtivo local.

Na sua intervenção, Trump também abordou o conflito no Irã, sugerindo a possibilidade de um acordo de cessar-fogo após as eleições de meio termo dos EUA, marcadas para 3 de novembro. Ele afirmou que a guerra no Oriente Médio compromete sua popularidade junto ao eleitorado americano, o que pode enfraquecer o Partido Republicano.

O presidente comparou os cartéis de drogas na América Latina ao Estado Islâmico e defendeu que esses grupos sejam tratados como inimigos combatentes, “mortos, exilados ou detidos sem possibilidade de soltura”. Ele ressaltou a gravidade do problema, afirmando que não admite o controle de qualquer território pelos cartéis.

Trump destacou ainda que os Estados Unidos compartilham uma fronteira de cerca de 2.000 milhas com o México e classificou como inaceitável a presença de facções criminosas naquela região. Segundo ele, há uma “relação muito boa” com o governo mexicano, que também pretende combater veementemente o avanço dos cartéis.