
Centenas de pessoas se reúnem no Cemitério Bosque da Paz para o sepultamento de Thamiris, sob gritos de “justiça”. (Foto: Instagram)
Sábado (21), Thamiris dos Santos Pereira, 14 anos, foi sepultada após o corpo ter sido localizado na quinta-feira (19), nove dias depois de seu desaparecimento. A cerimônia, realizada entre gritos de “justiça”, reuniu familiares e moradores em clima de profunda comoção. O enterro ocorreu no Cemitério Bosque da Paz, no bairro de Nova Brasília, em Salvador, escolhido pela grande mobilização de pessoas que compareceram para prestar homenagem à adolescente vítima de crime brutal.
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Inicialmente, os ritos fúnebres estavam marcados para Lauro de Freitas, onde Thamiris morava, mas acabaram transferidos para a capital baiana diante do elevado número de participantes. A mudança logística teve como objetivo abrigar melhor a multidão que acompanhou o cortejo até o local de sepultamento. Imagens compartilhadas em redes sociais retrataram os momentos tensos da despedida e a dor visível de amigos, vizinhos e parentes da jovem.
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Na sexta-feira (20), o Departamento de Polícia Técnica (DPT) confirmou que o corpo encontrado no bairro Cassange, em Salvador, pertencia a Thamiris. A adolescente foi achada sem roupas em uma área de mata, com uma sacola plástica contendo alguns de seus pertences, o que ajudou na identificação do material biológico e na comprovação de sua identidade.
No mesmo dia do achado, as autoridades prenderam o principal suspeito de cometer o crime, Rodrigo Faria Sena dos Santos, de 37 anos, vizinho da família de Thamiris. A polícia aponta indícios que ligam Rodrigo ao assassinato da garota, e ele segue detido à disposição da Justiça enquanto seguem as investigações.
Conforme apurado pela polícia, Rodrigo teria agido sob ordem de seu primo, Davi de Jesus Ferreira, 32 anos, preso em 20 de fevereiro após denúncia de agressão feita pela própria adolescente. Após a queixa de Thamiris contra o comportamento violento de Davi, teria havido um suposto “acerto de contas” entre membros de uma organização criminosa local.
As investigações apontam que tanto Rodrigo quanto Davi estão envolvidos com tráfico de drogas na região de Itinga, na Bahia. Autoridades acreditam que a execução do “acerto de contas” configurou tribunal do crime, prática pela qual inimigos ou delatores são julgados e punidos extrajudicialmente pelas facções criminosas.
O caso Thamiris reacende o debate sobre a violência contra mulheres e adolescentes no país, gerando protestos e pedidos de mudanças de políticas públicas para proteção de vítimas em situação de risco. Moradores das áreas afetadas organizam vigílias e manifestações silenciosas, clamando por respostas céleres e punição exemplar aos responsáveis.







